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James Cameron nega que Avatar não teve impacto cultural: 'Argumento irrelevante'

Em entrevista, James Cameron aproveitou para comparar impacto cultural da Marvel com o de Avatar

Redação Publicado em 02/12/2022, às 08h50

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Avatar (Foto: Divulgação / Fox)
Avatar (Foto: Divulgação / Fox)

Avatar (2009), dirigido por James Cameron, tem a maior bilheteria da história do cinema, mas algumas pessoas chegam a questionar o impacto do filme. Agora, o diretor veio a público defender a franquia - e reafirmou a importância dela para a indústria.

Durante entrevista ao The Hollywood Reporter, o cineasta insistiu como a influência do épico de ficção científica e aventura continuará a crescer com os lançamentos das sequências, planejadas até o sexto capítulo. "Há ceticismo no mercado sobre: ​​'Oh, isso já teve algum impacto cultural real?'", afirmou Cameron. "'Alguém consegue lembrar os nomes dos personagens?'"

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"Quando você tem um sucesso extraordinário, volta nos próximos três anos. É assim que a indústria funciona. Você volta ao poço e constrói esse impacto cultural ao longo do tempo," continuou o diretor. "Marvel tinha talvez 26 filmes para construir um universo, com a polinização cruzada dos personagens. Portanto, é um argumento irrelevante. Veremos o que acontece depois deste filme."


Avatar: James Cameron revela segredos por trás do mundo de Pandora

Com maior bilheteria de todos os tempos no cinema, Avatar (2009) foi um marco instantâneo na cultura pop na época do lançamento - e ganhará uma sequência, intitulada Avatar: O Caminho da Água, em 15 de dezembro de 2022. Em recente entrevista à GQ, o diretor James Cameronrevelou os segredos por trás de suas inspirações para a franquia.

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Cameronrevelou que a ideia para o mundo de Pandora surgiu em um sonho quando ainda era adolescente e nem fazia ideia do que poderia se tornar no futuro. O início da história e até cenas cruciais do primeiro filme foram reveladas enquanto dormia.

Acordei após sonhar com esse tipo de floresta bioluminescente, com essas árvores que parecem lâmpadas de fibra ótica e um rio que emitia partículas bioluminescentes e uma espécie de musgo roxo no chão que se iluminava quando você caminhava sobre ele. 

Além disso, o cineasta dá detalhes dos supostos “ventiladores giratórios”, que pareciam como frisbees vivos e “tipos de lagartos“ que supostamene voavam. “Foi tudo no sonho. Acordei super animado e desenhei mesmo. Então, eu realmente tenho um desenho.”

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Os rascunhos feitos na adolescência acabaram salvando James Cameron de cerca de dez ações judiciais, já que foi acusado de plágio algumas vezes. “Em qualquer filme de sucesso, sempre há uma aberração com papel alumínio sob a peruca que pensa que você tirou a ideia da cabeça deles. E descobriu-se que havia dez ou 11 deles. E então apontei para este desenho que fiz quando tinha 19 anos, quando estava indo para o Fullerton Junior College, e todo mundo foi embora”, explicou.