Jurassic Park: Por que Steven Spielberg odiou dirigir filme?

Na década de 1990, Steven Spielberg apostou na difícil tarefa de dirigir dois filmes ao mesmo tempo: Jurassic Park e A Lista de Schindler

Redação Publicado em 30/11/2021, às 20h23

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Jeff Goldblum, Laura Dern, e Bob Peck em Jurassic Park (Foto: Reprodução/IMDb/Divulgação/Universal Pictures)

Dirigir dois filmes ao mesmo tempo é uma tarefa difícil — até para lendas do cinema como Steven Spielberg. O cineasta lançou Jurassic Park - Parque dos Dinossauros e A Lista de Schindler ambos em 1993. Os longa-metragens tornaram-se clássicos e ganharam Oscars, mas são muito diferentes em tema, tom, cenários e outras características, o que demonstra o talento do diretor em criar mundos completamente opostos com harmonia e excelência.

De acordo com informações do Slash Film, no entanto, Spielberg confessou que tentar administrar dois filmes ao mesmo tempo e lançá-los no mesmo ano não foi uma boa experiência. No auge do trabalho em Jurassic Park, o roteirista Steve Zaillian alcançou um momento no script de A Lista de Schindler que interessava muito ao cineasta: "Não queria perder o inverno. Sabia que estaria filmando [A Lista de Schindler] em janeiro na Polônia, então tudo preciso ser finalizado rapidamente," relatou no Festival de Cinema de Tribeca.

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De fato, a produção de A Lista de Schindler começou na Polônia no início de 1993, meses antes do lançamento de Jurassic Park nos cinemas. Spielberg, então, precisou lidar com dois projetos que estavam em fases diferentes, ao mesmo tempo: após acabar as filmagens do longa sobre Holocausto, entrava em um sinal de satélite para a Carolina do Norte, nos Estados Unidos, para aprovar as cenas dos dinossauros. 

Todo o estresse levou ao crescimento gradual e constante de ressentimento e raiva dentro de Spielberg por Jurassic Park. Além de trabalhar longas horas — como é natural para o cineasta —, a maior das demandas foi a troca entre tons entre os dois filmes e a mudança mental que o diretor precisava fazer entre um trabalho e outro — da realidade brutal do Holocausto aos momentos de adrenalina e ficção dos dinossauros. "Tudo que eu conseguia expressar era como me deixava bravo na época," disse. 

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Quando Jurassic Park chegou aos cinemas, em junho de 1993, Spielberg revelou como a raiva se transformou em "gratidão" após a recepção positiva do público e aclamação da crítica especializada.