Patch Adams: O que é verdade e o que é mentira em filme sobre médico?

Robin Williams interpretou Patch Adams em filme biográfico; parte da trajetória do médico foi alterada para produção

Dimitrius Vlahos (sob supervisão de Yolanda Reis) Publicado em 04/12/2021, às 17h12

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Robin Williams como Patch Adams (Foto: Reprodução)

Patch Adams – O Amor É Contagioso (1998) retratou a vida do médico responsável por mudar o tratamento de pacientes, colocando humor na rotina monótona dos hospitais. Robin Williams interpretou Hunter Doherty Adams, e o longa exibiu a trajetória a partir de momentos tensos, quando o protagonista enfrentou problemas psicológicos.

Embora fortemente baseado na história real, algumas partes do enredo não representam os acontecimentos. Um dos exemplos é o hospital imaginado por Adams, que deveria revisar a ideia de clínicas traicionais. Embora tenha fundado o Instituto Gesundheit!, o qual funciona desta forma, o médico ainda arrecada dinheiro para a construção de uma estrutura maior, capaz de revolucionar o ramo.

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Dentre as semelhanças da vida e o longa, estão as motivações de Adams. Decidiu cursar medicina para ajudar pessoas após encontrar pacientes em sofrimento na clínica psiquiátrica onde ficou internado. Mesmo passando por dificuldades como os outros presentes, usou da alegria e companheirismo para reverter a situação de uma amiga feita na local. 

As ideações suicidas do médico também foram reais, mas nem todas as razões aparecem no filme. O pai de Adams morreu enquanto moravam na Alemanha, e a família se mudou para o subúrbio de Virgínia, Estados Unidos. Além disso, houve o término com a namorada dele durante a escola. 

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Em entrevista ao Roda Viva em 2007, Adams relatou como o filme não expressa a verdade completa de sua história e deixa de lado parte do ativismo: "É um filme bom e bonitinho, mas não faz o Brasil querer alimentar todos os cidadãos famintos e parar de matar o rio Amazonas."