Venom fez Riz Ahmed se afastar de blockbusters: 'Mudança na minha autopercepção'

Intérprete de Carlton Drake em Venom, Riz Ahmed prefere trabalhar com produções menores em Hollywood

Julia Harumi Morita Publicado em 21/10/2021, às 13h23

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Riz Ahmed (Foto: Andreas Rentz / Getty Images)

Venom (2018) foi uma experiência decisiva para a carreira de Riz Ahmed. Apesar do sucesso do filme nos cinemas, a produção da Sony Pictures fez o ator se afastar dos blockbusters. (Via Screen Rant)

Antes de Venom, Ahmed participou de outra grande produção, Rogue One: Uma História Star Wars(2016). O ator aproveitou a fama em Hollywood e embarcou no universo de super-heróis, porém, logo em seguida, voltou para produções menores e estrelou O Som do Silêncio (2021), com o qual garantiu uma indicação ao Oscar.

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Ahmed deu vida a Carlton Drake, antogonista de Venom e Eddie Brock (Tom Hardy). Na trama, o personagem faz experimentos com simbiontes até se juntar a Riot, com quem tenta trazer mais simbiontes para Terra.

Mas a experiência fez Ahmed perceber que tinha certa incompatibilidade com blockbusters. Para o ator, grandes produções exigem certa habilidade técnica e emocional - a qual não conseguiu desenvolver.

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"Não estou dizendo que não gosto desses grandes filmes. Estou dizendo que ainda não tinha aprendido a alcançar esses filmes," disse Ahmed para à Variety. "Veja Javier Bardem em 007 -Operação Skyfall [2012]. Eu simplesmente não tinha desenvolvido o conjunto de habilidades para fazer a parte técnica e emocional naquele ponto."

O ator também explicou que a decisão está ligada a experiências pessoais. "A ideia de fazer máscaras e usar máscaras é algo muito natural para mim, como alguém que cresceu trocando códigos entre diferentes ambientes culturais e de classe."

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Ahmed continuou: "Atuar se tornou uma extensão disso e, recentemente, pensei sobre tirar as máscaras. Claro, se você acredita em algum nível interno profundo que não é o tipo certo - a cor, a forma, o tamanho, o sotaque certos - você vai começar a usar máscaras instintivamente. Portanto, foi uma mudança na minha autopercepção dizer: 'Quer saber? Sou suficiente. Todos nós somos suficientes.'"