Tum.Tss.Tah

Experimentos acústicos e digitais

Flávia Gasi Publicado em 13/09/2007, às 15h44 - Atualizado em 13/11/2007, às 14h54

(Da esq. para a dir.) Luiz Gayotto (Tum), Estevan Sinkovitz (Tss) e DJ Godoy Jr. (Tah)
Divulgação

"Somos geradores de texturas. Criamos onomatopéias", esclarece Estevan Sinkovitz, guitarrista do Tum.Tss.Tah, amante de metal e o "Tss" da equação. O quarteto paulistano - um trio mais um VJ - se declara ávido pelo inédito, pelo estranho, pela mistura e pelo desapego. "A música experimental serve para sair dos parâmetros predeterminados pela canção", continua Estevan. Canção esta que era muito bem conhecida e estudada pelo vocalista e percussionista Luiz Gayotto (o "Tum"). Com quatro discos de MPB e pop lançados, ele optou por não se acomodar em mesmos gêneros, se juntando em 2006 a Sinkovitz, ao DJ Godoy Jr. (o "Tah") e ao VJ Panais Bouki.

A mistura de rock, MPB e eletrônica nasceu do anseio de seus integrantes em compor por meio de "rompantes de criatividade". "Fazemos música espontânea", teoriza Gayotto. "A estrutura eletrônica se consolida por meio da repetição. A partir daí, adicionamos outros elementos de modo desordenado." A base eletrônica não tem função de fazer dançar ou contar história. "Trabalhamos com informações", explica Panais.

O lado eletrônico é pontuado por uma mistura de tendências acústicas e digitais que agrada a ouvidos pouco acostumados. Por outro lado, alguns títulos de músicas conduzem a um reconhecimento imediato de sonoridades, como por exemplo em "Glub" e "Teka Teka Teka Tera". Ao vivo, a aposta é no visual, pela projeção de vídeos improvisada. A captura e a produção de imagens são feitas antes do show, mas a seqüência rítmica é realizada na hora. Outra diferenciação fica a cargo do palco: usando macacões brancos, Tum, Tss e Tah se posicionam de costas para o público, enquanto a projeção de imagens de Panais passa através deles. O macacão, diz Godoy, é uma forma de representar que "a banda é feita de pessoas que operam instrumentos. Existe uma maneira de se fazer eletrônico de forma orgânica. Quando estamos de costas, isso gera curiosidade nas pessoas em entender quem está fazendo o quê".