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Astronauta Pingüim

Produtor experiente, multinstrumentista autodidata e mago dos teclados

Humberto Finatti Publicado em 09/11/2007, às 13h02 - Atualizado em 20/02/2013, às 15h00

Pingüim: o rei do teclado Moog

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Ele é gaúcho, baixinho (menos de 1,60 m), filho de um ex-padre que largou o sacerdócio para se casar e dar aulas em colégios de São Leopoldo (região de Porto Alegre) e músico autodidata, que aprendeu a tocar violão, bateria, baixo e teclados por conta própria, ao começar a se interessar por rock quando tinha... 8 anos de idade. "Foi quando meu pai me deu o disco Revolver, dos Beatles", se recorda o tecladista Fabrício Carvalho, conhecido no cenário independente como Astronauta Pingüim.

Possuidor de rara habilidade para a música, Pingüim logo se tornou figura conhecida no rock alternativo gaúcho. Apesar de dominar diversos instrumentos, foi como tecladista e pianista que se destacou, participando de diversos grupos em Porto Alegre (durante muito tempo, tocou na banda de Júpiter Maçã). Logo, passou a atuar como músico de estúdio e produtor, e foi nessa função, aliás, que começou a ganhar projeção. "Ser produtor dá mais trabalho, produzir um disco é um parto", reconhece. "Mas é o que me sustenta hoje em dia".

Com um disco instrumental no currículo - Petiscos Sabor Churrasco, de 2004, no qual faz versões de clássicos do rock gaúcho vertidos para os timbres de 16 teclados, entre pianos Wurlitzer e órgãos Moog (dos quais é tão fã a ponto de ter a marca do teclado tatuada no braço esquerdo) -, Pingüim se mudou para São Paulo há dois anos. De tempos para cá, além de produzir discos (ele pilotou a mesa do primeiro disco do Revoltz e do segundo de Daniel Belleza & Os Corações em Fúria), ele percorre o país com um show inusitado: acompanhado por Jeff Molina na bateria e Johnny Monster nas guitarras e baixo (ambos da banda de Belleza), Pingüim faz versões impagáveis de canções do Nirvana, da Madonna e até do compositor Ennio Morricone.

Para o futuro, o astronauta dos teclados planeja mais um disco solo, enquanto coleciona admiradores. "O Pingüim é um produtor bacana, está sempre de bom humor, não é chato e deixa todo mundo à vontade no estúdio", endossa Luiz Calanca, do selo Baratos Afins. "Ele é o melhor pianista do rock brasileiro", decreta o vocalista Daniel Belleza.

Ouça: "Lisa Boyle" em tramavirtual.com.br/astronauta_pinguim.