Doces Lembranças

Austin Scaggs Publicado em 11/02/2008, às 12h34 - Atualizado às 19h13

Ringo já não se lembra de muita coisa
O novo single de Ringo Starr, "Liverpool 8", é uma autobiografia musical em que ele canta sobre a adolescência na Marinha, os primeiros shows dos Beatles e a apresentação lotada no Shea Stadium (em nova york), no auge da Beatlemania. É um início charmoso para o 15º disco solo do baterista, também intitulado Liverpool 8. "É o código postal do bairro em que eu nasci", admite Starr, 67 anos, de sua casa em Monte Carlo (Mônaco).

Hoje em dia, são as fotografias, os vídeos ou a música dos Beatles que trazem as lembranças mais claras para você?

Preciso dizer, tiro muita coisa das fotografias. Porque há certos pontos da minha vida em que eu simplesmente não estava presente. Não tenho lembranças de tocar em algumas gravações, nem de tocar com algumas bandas. As fotos comprovam que eu estive lá.

Você se lembra de alguma sessão de gravação com os Beatles que tenha sido excepcionalmente difícil?

A pior sessão de todas foi "Maxwell's Silver Hammer" [de Abbey Road, de 1969]. Foi a pior faixa que tivemos de gravar. Aquilo se estendeu por semanas. Achei que tinha enlouquecido.

E a melhor gravação?

Uma das minhas favoritas de todos os tempos é "Yer Blues" [do Álbum Branco, 1968]. Simplesmente estávamos em uma sala de dois metros e meio, sem separação, fazendo o que sabemos fazer de melhor: tocar.

Há alguns anos, a Rolling Stone declarou que Sgt. Pepper's é o maior álbum de todos os tempos. Você concorda?

Não. Eu diria que é o Álbum Branco. Ou, em muitos aspectos, Revolver.

Você lê "Doces Lembranças" na íntegra na edição 17 da Rolling Stone Brasil