EXCLUSIVO - Um Bom Donato

Inspirados por João Donato, seis nomes da arte brasileira pagam tributo ao ídolo

Por Cristiano Bastos Publicado em 16/06/2008, às 14h32 - Atualizado em 24/06/2008, às 17h02

Donato, reverenciado por seu piano

Nelson Motta, produtor

"Amo, adoro, venero-o. É meu compositor favorito. Bem, Tom Jobim é hors concours. Meu maior sonho é cometermos uma música juntos. Já está combinado. Eu que tenho andado de um avião para o outro."

Luis Fernando Verissimo, escritor

"Segundo o Louis Armstrong, quem precisa que alguém lhe explique o que é jazz, nunca saberá o que é jazz. Quem precisa que alguém lhe explique o que é 'balanço' tem mais sorte - basta ouvir João Donato. Ele não é uma pessoa, é uma definição."

Bernard Ceppas, produtor

"Não se produz o Donato, somente se registra, se aprende com ele. Quando participou da gravação do disco do Acabou La Tequila, ele gravou cinco takes no piano elétrico - sempre sem ouvir o anterior. Quando terminamos, me pediu para abrir todos os canais ao mesmo tempo, e se fez uma sinfonia!"

Arnaldo Antunes, cantor

"Com seu swing irresistível e melodias que nos arrebatam de imediato, como poderia não ser pop? O pop é que deveria querer ser Donato."

Mart'nália , cantora

"Desde criança, presenciei meu pai [Martinho da Vila] compor sambas e outras toadas com ele. A sutileza e a brejeirice no jeito como toca entra gostoso no ouvido. Seu piano é alegre e popular. Aparentemente, piano não combina com samba - mas, com Donato, sim: ele emoldura piano num samba como ninguém!"

Thalma de Freitas, cantora

"Nossa relação é familiar. Donato foi muito importante e presente na minha infância. A família lhe tem imenso carinho. Suas fotografias comigo no colo são registros vivos de meu afeto. Ele tem espírito de menino e, para mim, não é 'tio', é velho amigo."