Um Novo Woodstock

Lollapalooza 2008 se divide entre música e engajamento político, ecológico e social

Por Lúcio Ribeiro Publicado em 09/09/2008, às 11h58 - Atualizado às 16h25

Lollapalooza 2008: 138 bandas e 225 mil ingressos vendidos

A viagem do Radiohead, o "arrastão" sonoro do Rage Against the Machine, o hip-pop do Kanye West e dois ônibus urbanos: para o Lollapalooza, que disputa guitarra a guitarra com o Coachella o título de maior festival de música dos Estados Unidos, não basta ter 138 bandas na lista de atrações. Tem que participar.

Já histórico por seu passado itinerante nos anos 90, e agora com os pés bem fincados na Chicago de Barack Obama, o Lollapalooza 2008 desafiou o tempo, foi superpolítico e o mais "amigo da natureza" da história dos festivais, além, claro, do vibrante circo musical.

"O Lollapalooza está chegando ao seu modelo ideal, que é transcender a música", disse o fundador do festival, Perry Farrell, que um dia foi o vocalista doidão da banda doidona Jane's Addiction. Farrell juntou a imprensa no terceiro e último dia de sua grande festa, no início de agosto, para dizer que, pela primeira vez na história, o Lollapalooza esgotou seus 225 mil ingressos para três dias de muita música e muito sol. Nada mal para quem teve que cancelar a edição de 2004 por causa da fraca venda de entradas.

O sujeito que criou o Lollapalooza no começo dos anos 90 para botar seus projetos (primeiro o Jane's Addiction e depois o Porno for Pyros) e as bandas amigas para tocar, aproveitou para falar que estava tão orgulhoso de colocar no festival o show do Radiohead quanto os ônibus urbanos não-poluentes em pontos estratégicos do festival. Lollapalooza cidadão.

Você lê esta matéria na íntegra na edição 24 da Rolling Stone Brasil, setembro/2008