A Casa de Todos

Reading Festival ignora preconceitos para agradar a todos os tipos de público

Por Márcio Cruz Publicado em 16/10/2008, às 19h20

Horas antes de subirem ao palco do Reading Festival em 22 de agosto último, Ben Goldwasser e Andrew VanWyngarden, do celebrado duo norte-americano MGMT, falavam com entusiasmo sobre os convites para novos projetos. "Um desses é com o Justice. Estivemos no Japão agora e trabalhamos juntos em um DVD e em uma música", Andrew faz uma pausa, levantando os cílios sobre os olhos azuis estrelados, e emenda: "É possível que venhamos a fazer um remix para o Radiohead". Já a parceria com Kevin Barnes, do sexteto Of Montreal, anunciada há quase um ano, ainda não saiu do papel. "Vai rolar, mas talvez não tão cedo." E o que vai ser? "Apenas crazy pop music."

Nada mais apropriado. De fato, o Reading Festival pode ser considerado a casa da "crazy pop music" mundial, mas é também o mais antigo evento de música ao vivo do Reino Unido. Começou como um festival de jazz em 1961, mas em 1971 já assumia a posição de maior festival roqueiro do país, sempre acontecendo em um terreno descampado a pouco menos de 40 minutos de Londres.

Você lê esta matéria na íntegra na RS Brasil 25, outubro de 2008