Vivendo no Limite

Ao lado do produtor de Madonna, The Killers assume riscos em terceiro disco

Por Austin Scaggs Tradução: Ana Ban Publicado em 10/11/2008, às 12h13

Uma das músicas preferidas de Brandon Flowers no novo disco do The Killers traz um solo de sax tenor, tambores de aço e cordas - instrumentos que não se encaixariam muito bem no primeiro álbum da banda. Mas, depois de Sam's Town (2006), o grupo "resolveu arriscar" em seu terceiro álbum de estúdio, Day & Age, previsto para o fi nal de novembro. Como explica Flowers, enquanto fuma um cigarro em um quarto de hotel de Nova York: "Algumas pessoas dão risada de solos de sax, mas nós ligamos o foda-se". Eclético, ambicioso e produzido pelo britânico Stuart Price, o álbum começou a tomar forma em 2006, quando Flowers começou a escrever em turnês. Price, que ajudou a compor e produziu Confessions on a Dance Floor, de Madonna, tinha trabalhado em alguns remixes dos Killers, mas a banda (Flowers, o baterista Ronnie Vanucci, o guitarrista David Keuning e o baixista Mark Stoermer) não o conhecia pessoalmente.

Eles enfim se encontraram em 2007, quando o Killers começou a trabalhar no disco de sobras de estúdio Sawdust. "Jantamos com ele em Londres", diz Flowers. "Depois, fomos à casa dele. Ele tem um estúdio e, em duas horas, gravamos 'Human'. Vimos na hora que tinha fi cado bom." Na faixa, o primeiro single de Day & Age, ele canta "Are we human, or are we dancer?" [somos humanos ou dançarinos?] por cima de batidas oitentistas. "Ficou um cruzamento entre Johnny Cash e Pet Shop Boys", ele ri.

Você lê esta matéria na íntegra na edição 26, novembro/2008