O QUE ROLA COM O...

Pública

Por Leonardo Dias Pereira Publicado em 09/02/2009, às 18h37

Dani Lacet/Divulgação

QUEM Guiados pela vontade de tocarem juntos, Pedro Metz (vocal e guitarra), "Guri" Assis Brasil (guitarra), João Amaro (piano e rhodes), Cachaça (bateria) e Guilherme Almeida (baixo) formaram o Pública em 2001, em Porto Alegre (RS). Após um longo período ensaiando na busca por uma sonoridade própria, a banda lançou o primeiro disco, Polaris (2006), recheado de melodias bem trabalhadas e equilíbrio entre elementos de indie rock norte-americano e britpop.

O NOVO DISCO "Até o final de 2007, tínhamos a parte mais louca do disco, com arranjos e estruturas mais diferentes", lembra Metz (na foto, ao centro), sobre as faixas "Último Andar", "Justiceiro" e "Luzes", a densa trinca que encerra o recém-lançado Como Num Filme Sem Um Fim. "Mas sentimos que estávamos nos distanciando um pouco da parte mais pop da banda, que é importante, pois queremos nos comunicar com o grande público", continua. Esse lado pop resultou em faixas pegajosas como "A Casa Abandonada" e "Quatro Armas", nas quais a influência de uma certa banda britânica é latente. "O Supergrass sempre foi referência, mas não sei se estamos soando mais como os ingleses", despista Metz. "Se cantássemos em inglês e tivéssemos nascido em Manchester, quem sabe onde estaríamos?"

O FUTURO A agenda do Pública em 2009 vai ser priorizar a divulgação do álbum através de temporadas de shows pelo país, a produção de clipes e a já obrigatória maratona no circuito de festivais independentes. "Queremos fazer turnê pelo Nordeste, pois a única cidade em que tocamos lá foi Natal [RN]. Temos admiradores por lá e está na hora de nos apresentarmos para eles", diz Metz, que é bem específico em relação aos frutos que quer colher em 2009. "Espero que seja um grande ano. E aparecer na capa da Rolling Stone não seria nada mal."