Pulse

Barulho Bom

A Música, a Influência e o Legado do Nirvana de Kurt Cobain

Por André Barcinski Publicado em 08/04/2009, às 11h41 - Atualizado em 20/02/2012, às 14h18

Grohl sobre Cobain: o pior foi acordar no dia seguinte e saber que amigo "não teria outro dia"
Kirk Weddle/Corbis/Latinstock

Se você está lendo estas linhas é porque deve gostar de "rock alternativo". E quem não gosta? Afinal, ele está impregnado em nosso dia-a-dia, em todos os lugares: nos sites, nas revistas e na televisão.

Mas nem sempre foi assim. Houve uma época, 20 anos atrás, em que o rock alternativo era feudo de poucos. Gostar do lado mais underground da música era coisa de nerds, de adolescentes espinhudos de óculos de tartaruga e camiseta dos Smiths puída. Ouvir esse som nas rádios comerciais era impossível. A MTV o ignorava. Quem quisesse ouvir qualquer coisa que não fosse Van Halen ou Michael Jackson só tinha uma opção: sintonizar as bravas rádios universitárias. Claro que estamos falando dos Estados Unidos e da Europa, não do Brasil. Aqui, gostar de rock alternativo era como viver num gueto. Não havia rádios para ouvir nem discos para comprar. Era você contra o mundo.
Até que veio o Nirvana.

Mais que uma grande banda de rock, o Nirvana foi uma banda importante. Importante porque mudou para sempre o conceito de "rock alternativo", levando um sopro do underground para as massas e rompendo as até então intransponíveis barreiras do "mainstream". De repente, havia um de nós na televisão, nas rádios e nas lojas.
Claro que o Nirvana não fez isso sozinho. Por alguns anos, uma grande teia indie estava se formando. Pequenas gravadoras de fundo de quintal se fortaleciam pouco a pouco; fanzines viravam revistas e aumentavam a circulação; aqui e ali, pipocavam programas de rádio que traziam as novidades; mas o Nirvana foi o catalisador. A banda certa no momento certo.

Você lê esta matéria na íntegra na edição 31, abril/2009