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Lemmy Kilmister

O líder do Motörhead desdenha a internet e conta os segredos de seu drinque favorito

Por Ricardo Franca Cruz Publicado em 14/04/2009, às 11h40 - Atualizado em 05/04/2013, às 17h52

Avesso à tecnologia, Lemmy quer acertar as contas com os fãs ingratos: "Se você baixou músicas minhas sem pagar, então me deve dinheiro"
ROBERT JOHN

Se a simples menção ao termo "heavy metal" faz você rir, pense bem antes de proferir desrespeitosamente o apelido do senhor inglês Ian Fraiser Kilmister. Lenda viva do rock pesado, Lemmy, 63 anos, o bem-humorado baixista e cantor rouco, bebedor de Jack & Coke, usuário declarado de speed e fã de peitos siliconados, está prestes a tocar novamente no Brasil com o seu Motörhead. Precursor absoluto da voz gutural no metal, ele confessou pelo telefone, de Los Angeles: "O que me interessa na música é a melodia e a harmonia".

Você está no rock há muito tempo - só com o Motörhead, desde 1975. Não se cansa da vida que escolheu?

Às vezes você se cansa de qualquer tipo de vida que tenha escolhido. Mas acho que tenho uma vida muito boa comparada com a de um cidadão tradicional. Não esperava ser outra coisa ou fazer outra coisa. A maioria passa a juventude e até a velhice odiando o que faz. Eu não tenho esse problema, tenho muita sorte.

Ao contrário de muitas bandas antigas que ainda estão por aí, o Motörhead continua tocando como tocava há décadas. Qual a fórmula?

Somos muito profissionais. Podemos ser hoje três loucos, estar completamente bêbados, mas, quando se trata de gravar discos e fazer shows, nós estamos lá, inteiros. E tem outra coisa: você tem que acreditar no que faz.

Você ainda acredita no rock?

Claro! Que tipo de pergunta é essa, cara? Não há política no rock' n' roll, não há políticos.

Você lê esta matéria na íntegra na edição 31, abril/2009