Garotos de Futuro

Em 1971, o quinteto vocal Jackson 5 estava no auge da popularidade, com diversas músicas nas paradas e atraindo multidões aos shows. Em meio à crescente fama e fortuna, o pré-adolescente Michael Jackson já era a atração principal

Por Ben Fong-Torres Publicado em 29/09/2009, às 10h50

(Atrás) Jermaine e Tito; (à frente, da esq. para a dir.) Michael, Jackie e Marlon: irmãos talentosos

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O prefeito Richard Gordon Hatcher assume seu lugar atrás do púlpito na Câmara de Gary, Indiana. Ele está esperando os cinegrafistas ajeitarem suas luzes e o burburinho diminuir . É 31 de janeiro, o Dia do Jackson 5 na cidade. Lá, a soul music manda. Eles iriam trazer o Jackson 5 de helicóptero e botá-los para desfilar até a velha casa na 23ª com a Jackson Street e o prefeito pretendia renomear a rua como " Jackson 5 Street" por toda a semana. O plano incluía colocar um marco em frente à casa onde Joe e Kathy Jackson criaram sua família de nove pessoas. E depois disso haveria a cerimônia na prefeitura.

Mas a neve, os fortes ventos e a temperatura batendo no zero grau foram tamanhos que tudo seguiu direto para a prefeitura. Demorou apenas dez minutos para que a sala lotasse. Duzentos garotos e garotas vestindo suas melhores roupas empurravam seus pais para dentro. Então, uma dúzia de adolescentes entra por uma porta especial, em direção às mesas em que os políticos realizam suas reuniões. Eles se sentam em uma fileira atrás do prefeito, em frente à bandeira com o lema de Gary: CIDADE EM MOVIMENTO. Cidade do aço - aço americano; do transporte aquático, dos caminhoneiros e dos trens; de um passado de subornos e corrupção e de uma profusão de trabalhadores negros. E, agora, de um prefeito negro.

Hatcher está concorrendo à reeleição nesta cidade de 55% de cidadãos negros. Sua popularidade é boa, mas ele dá duro na campanha e o J5 está aqui para ajudar , realizando dois shows beneficentes. São velhos amigos do prefeito. Os Jackson jogavam beisebol na liga juvenil e Hatcher apoiava os times dos quais eles participavam. Foi durante um show beneficente para a campanha dele que os meninos foram apresentados a Diana Ross. A diva deu a dica a Berry Gordy Jr., e foi assim que a Motown os contratou e os alojou em uma imensa casa nas colinas de Hollywood - e no topo da hierarquia do soul e do pop.

O prefeito leva um minuto para dizer o motivo da reunião. A s crianças na plateia, tentando se livrar de suas mães, irmãos e irmãs, vibram a cada menção ao J5. Segue-se um grito agudo de três segundos - " YAAAyyy" - como nos shows. " Atrás de mim estão os vencedores do concurso de cartazes e redações do Jackson 5", diz o prefeito. "Cada estudante ganhador receberá um prêmio que, acredito, milhões de jovens americanos adorariam ter. Eles poderão tirar fotos com o Jackson 5." O prefeito chega até a soar como um DJ ao fazer o anúncio. Um emocionado "Oooohhh" vem da plateia como uma onda. Há uma ponta de inveja nas 200 carinhas.

Um pouco antes de o Jackson 5 entrar, os garotos mais ansiosos procuram o melhor ângulo de seus assentos, uns sentados impacientes no colo dos pais, em pé, inclinados sobre a fileira da frente, com câmeras. Logo, os alvos da paixão das meninas entram, vestidos em ternos e jaquetas esporte. Os olhos fixos no prefeito. Primeiro, como prometido, fotos dos irmãos são tiradas com os vencedores. Tito e Michael trocam toques de mão com alguns dos vencedores. O pai deles, Joe Jackson, olhos marejados pela recepção de heróis, diz um curto obrigado. Mais gritos: a garotada o considera um herói também. "Manda ver, Jackson, manda ver!"

O Jackson 5 passa pela cerimônia com graça exemplar. Aceitam uma bandeira que esteve hasteada no alto da sede do governo do estado. Também ganham uma placa da Universidade de Indiana. O prefeito dá a eles a chave da cidade, grato que "o Jackson 5 tenha carregado o nome de Gary por todo o país e pelo mundo, o tornando nome motivo de orgulho". Cada um diz algumas palavras. Tito resume: "Estamos gratos por estar em casa. Não há lugar como o lar".

Nos bastidores do Veteran Memorial Auditorium, em Columbus, Ohio, cerca de 15 segundos antes do chamado para entrar no palco, Michael Jackson está fazendo um pedido a Tito, que está brincando com sua guitarra, ainda plugada ao amplifi cador portátil. "Toca a música da Brenda and the Tabulations", ele implora. Tito, o rosto sério e desafi ador, do alto de seus 17 anos, continua no riff de blues que acabou de encontrar, lá na parte baixa do braço da guitarra. Jermaine, no baixo, toca junto, cantando em seu novo falsete: "It's a sha-a-ame... the way you hurt me/Sha-a-ame..." ("É uma vergonha... o modo como você me machuca/Vergonha...").

Michael parece inquieto. Ele posou com os irmãos para o jornal negro local - algo que tem se tornado rotina - e fez seus exercícios vocais, cantando as notas mais altas com gritinhos curtos, enquanto Jermaine o acompanhava no baixo. Agora está com fome e pede comida a Jack Nance, gerente de turnê - de preferência, um cachorro-quente. Mas por um segundo é tarde demais: um homem entra e chama: "Vamos!"

No corredor é possível ouvir os primos Ronnie Rancifer e Johnny Jackson no piano elétrico e na bateria tocando a levada que se repete uma dúzia de vezes para introduzir "Stand". Eles estão prestes a encarar quatro mil vozes gritando, e mesmo assim não há nem sombra de tensão. Os cinco rapazes poderiam ser garotos entregando jornais, prontos para partir para suas rotas, tal a tranquilidade.

Depois do primeiro show, Michael anda pela estéril e bem iluminada sala trajado com a vestimenta da apresentação - parte roupa de criança, parte afro, laranja com tartaruguinhas verdes no design e uma capa estilo toga sobre os ombros. Ele pega um par de baquetas e as usa sobre uma cópia da Rolling Stone na mesa em frente ao espelho, jogando uma chuva de lascas de madeira sobre o rosto de James Taylor, que estampa a revista, até Marlon a pegar. Fuça nas coisas mais um pouco; lembra seu primo Ronnie de não esquecer a lista de músicas do set; observa as pessoas entrarem e saírem. Aqui ele não é o centro das atenções.

"Vamos lá", e quando os primos executam o riff de "Stand" pela 12ª vez, o Jackson 5 está subindo a rampa, além das colunas de cortinas e da primeira onda de gritos, e alinhados - o mais alto, Jackie, no centro, Tito e Jermaine, com suas guitarras, dos dois lados e Marlon e Michael nas pontas. No tempo exato, cada um põe uma mão no lado esquerdo da cintura, a outra envolvendo a parte de trás da orelha e começam a bater os pés no chão, em um ritmo rápido - todos, é claro, em uníssono, até que Michael sai da formação para assumir o microfone e colocar sua voz acima dos gritos.

Basta uma conversa com Joe Jackson para voltarmos a duas gerações musicais no passado, na época do início do rhythmand blues, à Chicago de 1951, quando o bebop e o blues davam as cartas. Nos anos 40, os brancos transformaram o jazz em um balanço sem graça. A resposta, nas áreas urbanas, foi uma versão mais hard do bebop, misturando vertentes do blues urbano, refl etindo a migração dos negros para o norte e para o meio-oeste, com o som das big bands, popular no sudoeste - Kansas City, St. Louis e Oklahoma.

Joe Jackson era um desses migrantes,estabelecendo-se na cidade do aço para ganhar dinheiro e constituir família. Trabalhava como operador de guindaste, "mas sempre quis entrar no mundo do entretenimento", diz. Nos fi ns de semana, cantava e tocava guitarra em um grupo chamado The Falcons. "Tocávamos em faculdades e bares", disse. "Era meio blues, que era a onda que todo mundo seguia".

Mas ele tinha que continuar trabalhando para sustentar a família, que crescia rápido. "Os meninos ouviam as coisas que tocávamos nos ensaios, e sempre tinha uns instrumentos jogados pelos cantos." Jackson largou os Falcons para se dedicar à música dos fi lhos. "Minha mulher e eu brigávamos, porque eu investia em instrumentos que custavam muito caro."

Papai Joe saiu para observar outros grupos e voltou com ideias sobre como coreografar os fi lhos. "Parecia bom desde o início; os pequenos nas pontas e o alto no meio. E as vozes deles combinam porque são da mesma família. Há uma qualidade tônica básica que é comum a todos eles." De início eram os três fi lhos mais velhos, com Jermaine cantando. Duas irmãs, Maureen (a mais velha da família) e LaToya, tocavam violino e clarineta fora do grupo.

Logo depois da entrada de Marlon e Michael, os garotos venceram um concurso de talentos na Roosevelt High e, em dois anos, ganharam em competições regionais semelhantes. Ah, sim, ainda há Randy, 8, que toca congas e está quase pronto para transformar o grupo em Jackson 6 (e Janet, 4, ainda aprendendo a falar).

Mas o que acontece na Motown, no estúdio? Artistas da gravadora não comentam sobre a produção de seus álbuns, como se alguma conspiração transpirasse secretamente em Detroit e Hollywood. Poucas pessoas sabem quem decide quais músicas, quais produtores, quais músicos fazem "O Som da América Jovem".

Quero dizer, quando ouvi a primeira leva de singles do Jackson 5 na rádio - "I Want You Back" e "ABC" -, pensei, legal; Diana Ross and the Family Stone. Todos os álbuns são como joias. No primeiro, Michael transforma "Who's Loving You", de Smokey Robinson, em um blues simples e lento; no segundo, deixa sua banda e orquestra para trás na música de Stevie Wonder, " I Don't Know Why I Love You". Michael despedaça corações enquanto os Osmonds ainda estão aprendendo o ABC do soul de branco. E todos os álbuns são planejados, diz o agente da Motown, com o público negro em mente. "Tentamos colocar pelo menos dois hits em cada disco." O terceiro álbum inclui "I'll Be There e" "Mama's Pearl", que foi remixada para ser lançada como single. No momento, Michael está em estúdio com seu produtor, trabalhando nas faixas do novo disco

A partir do que Joe Jackson diz, o acordo com o Jackson 5 funciona da seguinte forma: ele os criou, treinou e os instruiu; agora a Motown fará o resto. Pergunto, por exemplo: "Qual seu papel no estúdio?" "Meu papel na verdade é tirar os garotos dos estúdios. Sou o guardião legal. Eles me escutam cem por cento." Há, entretanto, um gerente de turnê da Dick Clark Productions e uma jovem funcionária da Motown, Suzanne DePasse, lidando com a coreografi a e a escolha dos números de palco.

Aqui, na suíte que os Jackson 5 estão usando como sala de recepção no hotel em que estão hospedados, em Columbus, a maior parte do burburinho vem de vários homens brancos; os garotos do Jackson 5 estão espalhados em um punhado de suítes no mesmo andar. Há bebida mais forte rodando entre os promoters que circulam ali. Joe Jackson, assistindo ao jogo de cartas, permanece quieto, exceto quando chega a hora de trazer os fi lhos para falar.

E o trabalho no estúdio? "Às vezes gostamos de ir, às vezes não... fi car repetindo as mesmas músicas várias vezes - é muito chato, cara. É difícil". Tito balança a cabeça lentamente, quando pergunto sobre os velhos tempos, sete anos atrás, quando Michael entrou no grupo: "Era complicado. A grana era curta. Era bem chato". Em casa, os garotos se revezam nas tarefas domésticas de arrumar os quartos e lavar os pratos; nos bastidores e nos quartos de hotel eles jogam cartas, cantam e ignoram os adultos em geral; em público eles andam na linha, são cordiais e discretos.

Michael tem 11 anos, 34 quilos. Ele faz os vocais principais na maioria das canções do Jackson 5 - seis delas, singles desucesso em 1970; três discos de ouro (mais um LP de Natal que deve tocar eternamente, como "Jingle Bell Rock", de Bobby Helms ou "Little Drummer Boy", de Harry Simeone). E três outros sucessos nos primeiros meses de 1971.

Mesmo assim, há sempre a criança mestre. Michael e o novo modelo, o sucessor de James Brown, The Temptations e Sly Stone, a encarnação em forma de querubim da soma de todos eles; de todo o espírito incutido na dança de Brown, no momento em que os Miracles ou os Four Tops se alinham - todos vestidos iguais, orgulhosos e sorridentes - fazendo seus movimentos de celebração ao lema "negro é lindo".

O Jackson 5 é tudo isso e mais: eles são como a gente. Estrelas, sim, intocáveis em seus Fleetwood Cadillacs negros, rugindo atrás da escolta policial depois de seus shows. E, ainda assim, caras normais, nos bastidores de Gary, Indiana, esperando que velhos amigos apareçam. Um deles surge timidamente e os olhos de Michael e Marlon brilham. O colega está mais ou menos bem vestido, mas não traja uma camiseta pink e calças bufantes com estampas indianas nas cores do arco-íris, como Marlon. Ele dá uma olhada em Marlon, que na verdade está mais interessado em saber como anda seu colega de escola e conversar um pouco. Os amigos se cumprimentam com um toque de mãos e saem.

Garotos de 8, 10 anos em Columbus, Ohio, e Gary, Indiana; em Los Angeles e San Francisco, onde trabalho - todos eles adoram imitar o Jackson 5. Há um pouco de fantasia nisso, mas a distância não é assim tão real. É um estilo de se vestir, para começar. Os pré-adolescentes negros estão fl orescendo ostentando seus afros, suas calças boca-de-sino com franjas e chapéus. De certo modo é um tipo de manifesto.

Michael Jackson - com suas covinhas, rosto e olhos redondos sob seu redondo afro - se jogou em um sofá na suíte do hotel, olhando para cima, indicando que está pronto para ser entrevistado. Ele já fez seus dois shows e está relaxando - jogando cartas, fazendo truques com elas e esperando pela inevitável guerra de travesseiros. Por isso seus olhos castanhos vigiam à sua volta, esperando pelo primeiro movimento.

Michael começou a cantar aos quatro anos e não demorou até que aperfeiçoasse uma imitação de James Brown. É um imitador talentoso. Assiste aos desenhos e desenha os personagens; agora quer fazer faculdade de artes. "Também queria ser ator para fazer o que Sidney Poitier faz." E quando conto a ele que o acho um bom cantor de blues, ri. "Aprendi de ouvido."

Quando Diana Ross apresentou o Jackson 5 ao mundo dela - na discoteca Daisy, em Beverly Hills, em 1969 -, a informação era a de que o grupo tinha "um repertório que ia de Ray Charles a Liberace". A Soul Magazine não se aprofundou no assunto, mas Michael, falando de seus tipos favoritos de música, fez com que a ideia parecessequase plausível. "Gosto de música clássica e coisas calmas, como Johnny Mathis. Gosto de Ray Charles. E ouço Three Dog Night."

E as plateias? O Jackson 5 fez sua primeira grande turnê no último outono, tocando em grandes arenas - os Gardens de Boston, Cincinnati e Nova York. Eles bateram o recorde atraindo um público de 12.275 pessoas para o show de Greensboro, Carolina do Norte. E marcaram uma vitória em seu próprio território - no Chicago Amphitheatre,diante de 19.750 pessoas. Jovens desmaiaram em Cincinnati e em Boston,correndo de encontro a barreiras humanas, tentando chegar ao palco. Michael é um diplomata compreensivo: "Se não fosse pelos gritos, não seria tão excitante. Os garotos nos ajudam sendo como são".

Uma batida da bateria e Michael impulsiona os quadris para a frente, a cabeça baixa. E, quando levanta, já está cantando, quebrando em dez sílabas as primeiras palavras de "Who's Loving You", de Smokey Robinson. Os irmãos fazem uma formação em "A" atrás dele. As mãos para trás, igual aos Miracles, dando passos sem sair do lugar e com um vocal de apoio irretocável.

Michael se estica com o microfone inclinado:"Who-o-o-o-o... is loving you" , o "you" quebrado em quase seis partes. Então um rodopio estilo James Brown se segue e depois mais um tranco da pélvis ainda em formação, enquanto Marlon, Jermaine e Jackie terminam seus próprios rodopios, prontos para entrar em "Darling Dear". O show segue rápido de "Stand" direto para os hits - "One More Chance", "ABC" e uma música do Traffic que eles creditam ao Three Dog Night - "Feelin' All Right", que dá a Tito a chance de tocar guitarra solo; depois, blues; e, por fi m, mais umas dez músicas.

A única coisa que falta no show do J5 são surpresas. É fácil perceber que tudo foi ensaiado - Jermaine sendo levado por Jackie a cantar uma música dedicada a uma garota na plateia: "Essa é para a de vestido vermelho". E a música em saudação a Gary, "Goin' Back to Indiana", recepcionada com cumprimentos dos préadolescentes da cidade. Fãs se levantam e gritam; garotas dividem a satisfação do menor contato visual com qualquer um dos Jacksons. Meninos e meninas dão as mãos no auge da empolgação. Mas não há movimento em massa, ninguém pulando sobre as cadeiras, obstruindo os corredores ou articulações de desafi o. Os garotos são como o Jackson 5. Há diversão descompromissada, mas também uma admirável ausência de tensão no ar.

Estamos quase fora de Columbus. No aeroporto, o staff da TWA oferece ao J5 e equipe uma sala de espera especial. Isso os livra de dar mais umas duas dúzias de autógrafos cada um - não que eles se importassemde concedê-los. Já se tornou rotina. Um obrigado aqui, um cumprimento ali e uma última foto, isso se der tempo. A empresa aérea traz hambúrgueres e Cocas e o J5 se dedica a mastigar e discutir guerra de água e travesseiros.

Assim, vamos do motel em Lansing para as cerimônias na prefeitura e depois para a West Side High para o primeiro concerto, às 3 da tarde. De lá, para a casa do prefeito em uma festa privada - os meninos assistem a desenhos da Disney na TV; posam para fotos com o prefeito, com seu pai, com o professor que viaja com eles; comem, jogam cartas e pingue-pongue com Hatcher. Quando o segundo show termina, saempelos fundos, se amontoam nas limusines e seguem para um encontro da família Jackson, na casa da prima de Joe.

Ela trabalhou um dia e meio para preparar duas dúzias de tortas de batata-doce, frango frito e saladas. E agora se vê tão feliz que a sala está lotada e que Joe e os garotoschegaram com alguns dos Commodores e um batalhão de amigos. Chegam em turnos, como se tivessem planejado, para que as primas e irmãs cuidando das mesas de comida possam passar a noite toda ocupadas servindo. É a alegria da família.

A prima de Joe, olhos úmidos, pergunta se alguém quer mais comida. Ela olha para os meninos do Jackson 5, que comem moderadamente,e acaba se ocupando arrumando as mesas para um jogo de cartas. Parentes e amigos os chamam para tirar fotos; garotos e meninas pedem autógrafos e o Jackson 5 faz tudo graciosamente, dizendo "Obrigado". Estão felizes de estar aqui. Não há lugar como o lar.