Reconfigurando o Caminho

Depois de férias estratégicas, Pitty grava, renovada, seu terceiro disco

Por Paulo Terron Publicado em 30/09/2009, às 14h23

ÁlbumChiaroscuro

Previsto para 11 de Agosto

A regra básica diz que os músicos sofrem para fazer o segundo disco porque tiveram a vida toda para fazer o primeiro - e só um tempo limitado, incomparável, para realizar o segundo. "Comigo não foi assim", diz Pitty, no pequeno jardim do estúdio onde grava seu terceiro disco, em São Paulo. "Eu tinha tanto a dizer no primeiro que o segundo acabou sendo uma extensão. Senti esse esvaziamento só agora." A situação foi remediada com férias de três meses, logo depois da turnê do DVD {Des} Concerto: Ao Vivo. "Parei, me afastei de tudo - e aí as ideias pintaram de novo. Isso deu uma renovada no lance do discurso."

O som também nasceu de forma diferente desta vez. "Pela primeira compusemos fazendo jam sessions. A gente tocava 30 minutos, improvisando, e depois editava - 'Pô, isso aqui pode ser uma parte A, aquilo pode ser refrão, legal esse riff'." Assim nasceram faixas como "Rato na Roda" e "Pra Onde Ir". "Também entrei numa de tango, o drama... A "cortação" de pulso, acho do caralho!" Fora o ritmo hermano, Pitty ainda cita o rock dos anos 60 como influência do novo trabalho. "Vão comparar com a Jovem Guarda, o que até faz sentido, já que ela era um reflexo do que estava acontecendo na música lá fora [nessa época]". A variedade não deve ser apenas sonora. Pitty planeja lançar o álbum em vários formatos diferentes, sem se limitar ao CD e ao vinil. "Quero oferecer tudo para que todo mundo tenha a possibilidade de adquirir", conta. "E se a pessoa não gostar da música, que compre o livro - que vai estar lindo. [A ideia é] chegar ao que a pessoa precisa, porque cada uma tem uma necessidade diferente."