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6 PERGUNTAS - Soltinhos na Vida

Australianos do Jet retomam carreira com disco "despreocupado"

Por Adriana Douglas Publicado em 30/09/2009, às 11h22

BEATRICE NEUMANN

Após enfrentar a fraca aceitação do segundo disco de estúdio, Shine On, a banda australiana Jet tem sua volta aos olhos do público marcada para agosto, com o lançamento de Shaka Rock. Os três anos que separaram os dois álbuns parecem ter servido de balanço para o grupo retomar a carreira, abalada por problemas com drogas, tragédias familiares e até brigas internas. Ao lado dos irmãos Nic e Chris Cester e do baixista Mark Wilson, o guitarrista Cameron Muncey esbanjou otimismo com o novo trabalho.

De onde tiraram o título Shaka Rock?

A palavra Shaka tem origem havaiana e é uma expressão que passa a ideia de não se preocupar ou ter pressa, próximo a "hang loose". Quisemos ligar esse conceito com o nosso rock, algo despreocupado. É assim que estamos agora e queremos passar essa mensagem.

Apesar de se basearem no rock clássico, parece que trouxeram influências de bandas indies do momento, como Kings of Leon.

Não pensamos nos sons de outras bandas, principalmente as mais atuais. É muito difícil estar em estúdio, trabalhando e ouvindo outras coisas, principalmente sons novos. Não tivemos a intenção de soar como ninguém em especial.

O novo álbum não começou muito bem nas paradas australianas. Isso preocupa?

Estamos muito felizes e empolgados com o disco. Para nós, não importa isso de paradas musicais. Estamos com um novo álbum e é isso que interessa. Claro que estamos otimistas e esperamos o melhor dele. Todo o trabalho que tivemos se consolidou e está aí. Somos uma boa banda e não fazemos um trabalho ruim.

Qual é a maior aposta do álbum?

Acho que "Black Hearts" é a melhor música do disco. Ela é a mais roqueira, empolgada, com guitarras legais, a cara do Jet. Gosto de todas, mas ela é minha favorita.

Vocês chegaram a afirmar que tinham um monte de novas músicas, além das que estão no disco. Pretendem lançá-las depois?

As músicas foram surgindo no processo de composição do álbum. Provavelmente, iremos aproveitá-las em algum momento, mas ainda não fazemos ideia de como - num próximo disco ou mesmo nos shows.

De cara, o primeiro álbum da banda teve boas vendas pelo mundo. O sucessor, Shine On, no entanto, não chegou nem perto do mesmo sucesso. O que esperar do novo disco?

Quando aparecemos com Get Born, em 2003, éramos novidade e trazíamos uma opção para o público acostumado com outras bandas. Naquela época, o indie rock estava dando os primeiros passos no mercado e nosso som chamou a atenção daqueles interessados nele. Não há, exatamente, como justificar o sucesso ou o fracasso de um álbum, porque, afinal, acreditamos sempre no nosso trabalho. Acho que, ao menos, ganhamos nosso espaço com dois hits que são sempre lembrados, "Are You Gonna Be My Girl" e "Look What You've Done". Acho que teremos uma chance de novo com Shaka Rock.