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Pop Dominante

Aos 41 anos, DJ David Guetta consolida imagem de astro global

Por Bruna Veloso Publicado em 30/09/2009, às 11h15

David Guetta só produziu faixas para quem topou participar do disco dele
ELLEN VON UNWERTH

Há tempos DJs não são mais vistos como meros operadores de carrapetas - mas poucos atingem o status de estrela, idolatrados por massas que nem sempre têm a música eletrônica como estilo dominante no iPod. O francês David Guetta é mais que veterano - começou a mixar em casa, aos 13 anos - mas é agora, aos 41, que consolida o caminho rumo ao olimpo high-tech dos "DJs superstars", do qual fazem parte nomes como Armin Van Buuren, Tiësto e Fatboy Slim. Com "When Love Takes Over" ao lado de Kelly Rowland, ex- Destiny's Child, alcançou, pela terceira vez na carreira, o topo da parada dance da Billboard. O disco One Love só sai em agosto - mas a julgar pela lista de cantores que emprestam a voz ao álbum (Will.i.am, do Black Eyed Peas, Estelle e o parceiro de longa data Chris Willis) dá para imaginar que o título deve reverberar nos clubes ao menos pelos próximos dois anos. "Quando você olha o álbum, pensa: 'Uau, é uma grande produção'. Mas na verdade tudo foi feito em três meses", explica. "Pessoas diferentes me ligaram pedindo para produzir músicas. Fiz um acordo: Você tem de estar no meu disco." A carreira como produtor tem seu auge na parceria com o BEP: ele assina duas faixas ("I Gotta Feeling" e "Rock That Body") de The E.N.D., CD mais recente do quarteto.

Guetta já foi considerado o número 1 do house, mas nem sempre é favorito dos apaixonados pelo gênero. Pudera: repleta de fórmulas desgastadas da dance music (mas ainda certeiras nas rádios), "When Love Takes Over" é quase símbolo do eletrônico dos anos 90. À exceção de puristas e críticos, o modelo ainda funciona. Que o diga Kelly Rowland. "Ela veio me ver quando eu estava tocando na França. Ouviu a faixa instrumental, e chorou: 'Meu Deus, isso é tão lindo!'", explica sobre o nascimento da parceria. One Love, nas palavras de Guetta, é a mistura da "cultura urbana dos EUA com a música eletrônica". "Sexy Bitch", o próximo single, tem a chancela de Akon, outra figurinha carimbada no hip-hop e no R&B fácil das paradas. O Brasil - "provavelmente meu país preferido" - deve voltar a recebê-lo em novembro.