A Copacabana que Fica no Paraná

Saído da “fermentada” cena de Curitiba, o Copacabana Club só quer se divertir

Por Tiago Agostini Publicado em 09/11/2009, às 15h15

NA PISTA - No começo, o Copacabana Club tinha o foco nas pistas
DIVULGAÇÃO

"A única coisa que sabíamos é que todos queriam fazer um som animado, pra pista. E saiu assim." A declaração meio despretensiosa da baterista Claudinha diz muito sobre o Copacabana Club. Surgida há menos de dois anos em Curitiba, a banda seguiu os passos dos conterrâneos do Bonde do Rolê e resolveu fazer música para se divertir - e conseguiu bem mais do que isso. Em pouco tempo colocou música em uma vinheta do canal de TV pago FX (transmitido em toda a América Latina), abocanhou uma indicação para o VMB, tocou no festival Popload Gig junto com o Friendly Fires e em novembro será uma das atrações de outro evento, o Planeta Terra. "Várias coisas que estão acontecendo estão nos surpreendendo muito", conta o baixista Tile. "Mas esse lance de falarem que somos uma das grandes bandas do Brasil ainda é muito cedo, temos que ralar muito."

De tudo, talvez o que tenha sido mais inesperado para a banda (completada pela vocalista Caca V e pelos guitarristas Alec e Rafael Martins) foi a vinheta no FX e sua repercussão. A banda mandou o vídeo da música "Just Do It" para um amigo que trabalha na sede do canal, em Buenos Aires, sem muita expectativa. "Eu não fazia ideia de que a vinheta seria tão veiculada e que daria esse retorno. De repente começaram a aparecer vários comentários em espanhol, de todos os países da América Latina, no nosso MySpace e no clipe no YouTube", conta Claudinha.

Mesmo com essa fagulha de sucesso, uma carreira internacional ainda não é prioridade nos planos da banda. Antes, eles querem conquistar o Brasil. "Nossos limites geográficos até agora foram Porto Alegre e Rio de Janeiro. Recebemos muitas mensagens de pessoas que gostam da banda em Belo Horizonte, Salvador, Recife. Queremos tocar lá", explica a baterista. Com apenas um EP de quatro músicas lançado, eles não descartam a importância de gravar um disco completo, mas preferem amadurecer as músicas e a si mesmos como músicos. "Temos 15 canções no repertório, mas ainda estamos compondo. Gravaremos quando sentirmos que estamos prontos", diz Alec.

A projeção do Copacabana Club é uma das provas do bom momento que Curitiba vive quando se fala de música independente. "Só no ano passado contabilizamos mais de duas dezenas de discos lançados", conta Ivan Santos, um dos organizadores do festival Rock de Inverno, um dos principais da capital paranaense.