Extras: Emílio Surita

Celebrando a liberdade na TV, o apresentador do Pânico não liga de ser barrado em festas; confira o que ficou de fora da edição impressa da Rolling Stone Brasil

Por Paulo Cavalcanti Publicado em 15/12/2009, às 12h31

Talvez poucos apostassem na resistência e durabilidade do humorístico Pânico na TV, exibido aos domingos à noite na Rede TV. Amado ou odiado, mas nunca ignorado, o Pânico consegue ser assunto durante o resto da semana dos brasileiros e é responsável por uma das frases mais repetidas do ano, cunhada pela celebridade instantânea Zina, o ex-guardador de carros da Xurupita (região que fica no Jaraguá, zona Oeste de São Paulo). A polêmica sempre andou de mãos dadas com o programa e explodiu no final de outubro quando Zina foi pego portando cocaína. À frente da trupe do Pânico está o âncora Emílio Surita, que enfatiza o fato de o Pânico ser uma autêntica criação coletiva e se define como "o zelador do prédio, o cara que chamam quando o cano quebra". O locutor e apresentador paulistano de 48 anos falou à Rolling Stone Brasil, em P&R publicado na edição de dezembro. Abaixo, você confere as perguntas e respostas que ficaram de fora da edição impressa.

Como é o relacionamento dos participantes do Pânico fora do programa?

Nós nos conhecemos há muitos anos. O Pânico não foi montado para ser um grupo, aconteceu espontaneamente. O Vesgo era ouvinte do programa de rádio, trabalho com o Bola há 20 anos, conheço o Ceará há uns 15... São pessoas que se gostam e são próximas. A gente tem que se entender. Às vezes você tem que dar uma força para os colegas, que nem o Carioca, que agora casou, teve filho... Você acaba sendo mais do que um mero colega de trabalho

CONFIRA UM TRECHO da entrevista com Emílio Surita publicada na edição impressa deste mês da Rolling Stone Brasil.

Como surgem os novos personagens do Pânico?

Eles são crias da liberdade que temos, pelo fato de sermos mais abertos e termos mais variedade que outros programas de humor. O Freddie Mercury Prateado surgiu aos poucos. O Edu [Sterblitch] foi compondo aquele personagem, exercitando até chegar nesse ponto que todos conhecem e adoram. Aí, quando sai na capa de alguma revista, eu fico super feliz. Putz, aquilo foi uma ideia que tivemos juntos, sentamos e criamos. Esse é o meu prazer.

Você se considera um cara engraçado?

Eu nem penso em ser engraçado. Na verdade, acho que você tem mexer com a emoção dos caras que estão em casa. Eu gosto quando os caras ficam putos. Prefiro isso do que saber que o cara fica apenas rindo das piadas. Gosto quando falam: "Mas como aqueles caras do Pânico fizeram aquilo?".

A exposição que o Zina tem acabou por mostrar regiões de São Paulo que ninguém sabia que existia, como a Xurupita...

Pois é. Agora no fim do ano queremos ver se a gente faz um campinho de futebol para eles. Lá não tem nada, só uns caras bebendo e uma puta molecada sem fazer porra nenhuma, no máximo empinando pipa. Lá tem o Zé Bonitinho, o Michael Jackson da Xurupita, umas figuras, uns caras do povo. Mas é claro, não dá pra ficar nessa de assistência, ou então vira o programa do Gugu. Sei lá, eu não tenho muito o que falar, as coisas vão acontecendo.