RÁPIDAS COM... Pete Best

O ex-baterista dos Beatles explica como convive com o passado ingrato

Por Paulo Cavalcanti Publicado em 11/01/2010, às 10h02

Pete Best
DIVULGAÇÃO

Os shows com o fab four

"Ainda tem gente que me encontra por aí e fala que os Beatles nunca mais tocaram de uma forma tão intensa depois que saí da banda. Era um som mais cru e visceral, rock autêntico, feito por quem estava na flor da idade. E ainda falam que Ringo teria 'estragado' a banda. Obviamente, não foi nada disso, tenho muito respeito pelo Ringo."

As primeiras gravações com os Beatles

"Gravamos em um estúdio improvisado, no fundo de uma escola, em Hamburgo em 1961, acompanhando um cantor chamado Tony Sheridan. Foi um trabalho rápido e fácil, basicamente refizemos o material que usávamos em nossas apresentações nas casas noturnas da Alemanha e Inglaterra. Sempre tive muito respeito pelo falecido Bert Kampfert, o produtor. Ele conhecia muito bem as técnicas de gravação e por isso elas soam tão bem até hoje."

O teste fracassado para a gravadora Decca

"Tivemos de viajar de Liverpool para Londres, em meio à chuva e à neve. E o produtor Mike Smith insistiu que usássemos equipamentos e amplificadores com os quais não éramos familiarizados. Para mim, o principal problema foi o repertório selecionado pelo nosso empresário, Brian Epstein. As covers que ele escolheu não passavam todo nosso potencial."

O mais azarado do mundo

"Eu já fui chamado dessa forma por ter saído dos Beatles justamente quando o grupo se tornou um fenômeno mundial. É, cometi vários erros, eu sei, e eles tiveram consequências no resto da minha vida. Mas azarado? Estou aqui rindo, conversando, estou casado há 40 anos e tenho dois filhos lindos. Viajo sempre, tenho minha banda, ainda faço música."