Destruição em massa

Fotógrafo, publisher e cineasta, o britânico Rankin convida artistas a intervir em retratos emblemáticos e exibe resultados em livro

Redação Publicado em 18/03/2010, às 10h15

DEBBIE HARRY - "Destruir e reconstruir" foi a simbologia adotada pela própria artista para a imagem, clicada originalmente na redação da Dazed & Confused, em Londres.

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Recém-publicado pela Youth Music e distribuído pela editora alemã Gestalten (ainda sem previsão de lançamento no Brasil), o livro Destroy / Rankin registra de maneira experimental a já consagrada ligação entre as artes plásticas e os ícones musicais. Em meio a pinturas, colagens e ilustrações, a obra reúne mais de 70 músicos fotografados pelo britânico Rankin ao longo de 22 anos. Os artistas retratados receberam a oportunidade de introduzir aspectos pessoais em seus retratos, de modo a ressaltar seus respectivos estilos artísticos. Alguns arregaçaram as mangas e destruíram a própria imagem, se utilizando de recursos improvisados e criatividade. Outros tiveram suas fotos modificadas por nomes consagrados, como Damien Hirst, Mat Collishaw e Douglas Gordon. Mais do que um livro, o resultado é um verdadeiro projeto de arte colaborativa.

A carreira de Rankin deslanchou em 1991, quando fundou a revista Dazed & Confused, veículo que lhe permitiu experimentações ousadas no campo da fotografia editorial. De lá pra cá, o artista nascido na Escócia em 1966 navegou por variados mares imagéticos, do autoral ao comercial, além de inúmeras campanhas filantrópicas. Em todos os trabalhos em que se envolveu, Rankin jamais perdeu de vista o estilo intimista e malicioso com que realiza seus retratos, características que lhe renderam a condição de um dos mais emblemáticos fotógrafos da atualidade.