Fresno

Por T.A Publicado em 18/05/2010, às 15h14

NERVOSOS - Período de mudança deu peso ao Fresno
EDU FIGUEIREDO

Álbum Revanche

Previsto para Junho

Quando compuseram a primeira música do disco novo, "Revanche", no primeiro semestre do ano passado, os rapazes do Fresno estavam com muita raiva. "Estávamos chegando de Porto Alegre, arrumando lugar para morar, trabalhando pra caramba, em uma cidade nova e enorme", explica o baixista Tavares. O estado de espírito resultou nos riffs circulares e pesados e na bateria "cavalar" - nas palavras do vocalista Lucas -, elementos nunca antes ouvidos no trabalho da banda. A música, que guiou o conceito do álbum, hoje representa outro momento, deixado no passado, mas que não incomoda os integrantes. "É legal que o CD soe desse jeito, acho que o momento gerou músicas muito boas", analisa Lucas.

Tudo se explica com o segundo semestre da banda. Ao se consagrar conquistando os dois principais prêmios escolhidos pelo público no Brasil, o VMB e o Prêmio Multishow, a banda sentiu o respaldo dos fãs. "A gente se deu conta de que era a maior banda do Brasil e resolveu ousar, experimentar em estúdio", conta o vocalista. A falsa modéstia na afirmação, porém, não soa arrogante. "Quando tu alcança algo desse tamanho, é normal tu te desafiar a fazer mais sucesso ainda com uma coisa diferente", teoriza.

Para vencer seus limites, a banda calcou o novo disco nos riff s - "Eles estão meio em extinção hoje em dia", pensa Lucas - e foi buscar referências nos anos 90, com Nirvana e Smashing Pumpkins. A intenção era fazer um disco com algumas arestas. "Queremos que os singles não sejam óbvios, que as músicas causem um certo estranhamento", diz Lucas. Apesar disso, a primeira música de trabalho, "Deixa o Tempo", é uma balada sem riff , com um clima crescente e progressivo de arena bem ao estilo do Muse. "Um disco sempre vai ter músicas mais pop, mas a ideia era que elas fossem naturais, não amansá-las, trocar guitarra por violão", analisa Lucas. "É uma balada, mas não a balada do Jota Quest."