Retorno Caótico

Nova canção “Skinny Little Bitch” é um hit, mas os problemas de Courtney Love continuam

Por Brian Hiatt Publicado em 18/05/2010, às 15h17

SÓ LOVE Novo Hole não tem ex-integrantes
DANIEL BOCZARSKI/REDFERNS/GETTY IMAGES

Com o novo e pesado single do Hole, "Skinny Little Bitch", Courtney Love alcançou seu primeiro sucesso desde os anos 90 - e encontrou a esperança de retomar o controle de sua vida. "É como se eu tivesse me desviado de uma bala", diz Courtney, que, nos últimos anos, encarou recuperação por dependência de drogas, uma separação entre ela e a filha e reveses financeiros. A faixa, composta por ela e Micko Larkin, o guitarrista de 23 anos do Hole, entrou na programação de mais de 50 estações de rádio norte-americanas no começo de março, sendo a canção de rock contemporâneo mais adicionada aos playlists naquela semana. Mas seus problemas não acabaram. Ela escolheu uma balada chamada "Samantha" para segundo single do álbum, mas depois de um desentendimento com um dos coautores da canção, Billy Corgan, está preocupada em não conseguir lançar a música. Não se sabe ao certo se Corgan (que também contribuiu com Celebrity Skin, de 1998) tem de fato o poder de impedir o lançamento de "Samantha", "PCH" e outras canções que ele ajudou a compor. "Não há litígio", diz um especialista no assunto, Peter Paterno, que desconfia que a lei favoreceria Courtney Love. Mas, embora a equipe e a gravadora dela tenham se recusado a comentar, a cantora continua preocupada - quando fala do assunto e de seu outrora romântico relacionamento com Corgan, ela chega a lacrimejar. "Eu amo o cara - o Billy fez coisas maravilhosas", diz. "Não importa se ele fica puto, esse é o ciclo [do nosso relacionamento]." Então ela ataca o estilo de vida atual de Corgan, incluindo seu suposto envolvimento romântico com Jessica Simpson. "Ele quis ser o Kurt, depois quis ser o [Marilyn] Manson e agora quer ser o Perez Hilton", ela diz. "Qual o problema em ser só o Billy? O melhor Billy que eu consigo pensar é o cara com o 'zero' na camiseta, que raspou a cabeça e mandou um 'foda-se'."

Love ficou mais de cinco anos trabalhando em Nobody's Daughter, um trabalho que ela queria que fosse tão emocionalmente cru como Blood on the Tracks, de Bob Dylan. Na metade da gravação do álbum, ela decidiu usar o nome Hole, apesar da ausência do cofundador Eric Erlandson (e de qualquer outro integrante original). A mudança teria ajudado a dar foco ao projeto. "Fez uma diferença psicológica enorme", Courtney diz. No final do ano passado, ela perdeu a guarda da filha, Frances Bean Cobain, e um juiz emitiu uma ordem judicial para mantê-las separadas. Mas a artista diz que o rompimento está quase resolvido. "Sejam quais forem os problemas que dizem que estamos tendo, confie em mim, não são tudo isso", ela diz. Enquanto isso, o Hole fez shows nos Estados Unidos e tem uma turnê europeia agendada. "Se lotarmos três noites na Brixton [Academy, em Londres], o presidente da minha gravadora acha que conseguimos tocar em Wembley, em novembro", Courtney Love diz. "E, se estivermos em Wembley em novembro, vamos estar no [Madison Square] Garden no Natal."