Um Gigante Entre Gigantes

Santana toca Led Zeppelin, The Doors, Jimi Hendrix e AC/DC em álbum de covers

Andy Greene Publicado em 17/08/2010, às 05h22

CELEBRANDO Santana hesitou, mas finalmente gravou clássicos do rock

Álbum sem título

Previsto para Setembro

Clive Davis guia sabiamente a carreira de Carlos Santana desde que o contratou, há mais de 40 anos. Mas demorou dois anos para convencer o guitarrista sobre uma nova ideia: um álbum de versões para clássicos do rock, todos sustentados por guitarras, de "While My Guitar Gently Weeps" (Beatles) a "Back in Black" (AC/DC). "Ele vivia ligando", conta Santana, em um estúdio na Bay Area, na Califórnia. "Eu simplesmente ficava longe do telefone e dizia: 'Ai, meu Deus!'" Um dia, Santana cedeu. "Falei: 'Clive, cada uma dessas músicas é uma obra prima, como a Mona Lisa", conta o guitarrista. "Mas ele me convenceu. Então, tive um encontro com a Mona Lisa - e descobri que ela é doida!"

Usando a lista de 100 maiores músicas com guitarra feita pela Rolling Stone em 2008 como guia, Santana e Davis escolheram sete faixas (e cantores convidados em cada uma delas). Recrutaram Chris Cornell para " Whole Lotta Love" (Led Zeppelin), Joe Cocker para "Little Wing" (Jimi Hendrix), Rob Thomas para "Sunshine of Your Love" (Cream) e Nas para "Back in Black." "Deixamos essas músicas completamente novas", comenta Santana. " Prestei atenção especial a o groove para que as mulheres ficassem totalmente excitadas."

Ele chamou Ray Manzarek para tocar órgão em "Riders on the Storm" (The Doors). Santana defende que a n ova gravação é mais intensa do que qualquer droga: "Nossa versão, com uma guitarra slide, é bem viajante e psicodélica. Você não precisa nem tomar mescalina ou peiote. Chamo isso de 'um show de luzes para cegos' ".