Voltando sem Voltar

Barão Vermelho se reúne em gravação de disco do baixista Rodrigo Santos

Por Christina Fuscaldo Publicado em 17/08/2010, às 06h07

LONGE E PERTO Rodrigo Santos nas gravações do disco, que teve participação dos companheiros do Barão Vermelho, como o vocalista Frejat (próxima)

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Rodrigo Santos era só o baixista do Barão Vermelho até Frejat, seu vocalista, pedir férias à banda, em 2007. Enquanto os outros músicos cuidavam de seus projetos, ele realizou o sonho de gravar um disco cantando suas composições. Daí veio o segundo e Rodrigo se firmou como um frontman conhecido nos palcos brasileiros. Agora, para ele, tanto faz se sua banda vai voltar a tocar logo. Além da consciência de que a carreira solo anda de vento em popa, Rodrigo acabou de matar as saudades ao reunir Frejat, Guto Goffi (bateria), Fernando Magalhães (guitarra), Maurício Barros (teclado), Peninha (percussão) em seu terceiro álbum, Waiting on a Friend.

"O Marcelo Fróes [diretor artístico e produtor executivo do álbum] sugeriu que eu me reunisse com os músicos do Barão para gravar a faixa-título. O 'friend' seria o Frejat. Mas achei que ia parecer que estávamos brigados, o que não é verdade. Foi a primeira vez que cantamos juntos em uma gravação e a primeira reunião da banda desde as férias. A gente se filmou, contou piada, conversou, mas não falamos e m Barão Vermelho", conta Rodrigo.

Para provar que nunca quis usar o Barão para impulsionar a carreira solo, Rodrigo decidiu convidar também para participarem da música "Waiting on a Friend" os parceiros de sua outra banda, Os Britos, além de outros amigos. Difícil foi mixar os 14 canais de gravação. "Levei dois dias para mixar a gravação e quase transformei amigos em inimigos. Mas tudo o que não agradava a alguém, eu mixava de novo", comenta.

Idealizado a partir das atuações de Rodrigo Santos nos palcos, o d isco de intérprete reúne uma seleção de músicas que ele gosta de cantar em inglês: de Neil Young ("Helpless") a Caetano Veloso ("You Don't Know Me"). O álbum conta ainda com duas pérolas inéditas, uma de Paul McCartney e uma de John Lennon. "Junto com'Just for Today'e'It's Good to Be Alive', de Gilberto Gil, a canção de Lennon forma uma trilogia da minha vida, que tem a ver com o recomeço. Consegui largar as drogas aos 40 e hoje comemoro cinco a nos de abstinência. Foi depois disso que dei uma guinada na minha carreira solo", diz.