Intérprete Viajante

Com CD não autoral, Djavan prepara turnê mundial com o repertório de Ária

Por Antônio do Amaral Rocha Publicado em 20/10/2010, às 13h49

Djavan quer rodar o mundo
Christian Gual/ Divulgação

Para realizar um antigo projeto, Djavan assumiu os riscos de deixar de lado, por ora, a sua conhecida capacidade de criador e gravou um disco só com canções alheias. "Foi um negócio que atendeu exatamente ao meu desejo", ele explica. "Eu queria um disco com uma instrumentação bastante específica, usando baixo acústico, percussão e violões, sem bateria." Aos 61 anos, o músico alagoano deixa passar a ideia de que parte dos eu público pode não gostar do resultado, mas não concorda que seja um trabalho com barreiras ou limitações. "Esse é um tipo de visão que está muito ligado ao fato de eu ter aberto mão de um repertório inédito. As pessoas vão descobrir o disco e entender que se trata de um desafio mesmo."

O título Ária é uma referência à época em que ele era crooner, na década de 1970. "Ária é exatamente o auge da ópera, o momento do solista, em que o tenor ou a soprano se destaca", justifica. " Eu achei um nome adequado por tratar-se de um disco de intérprete, além de ser um nome sofisticado." Sobre a escolha do repertório Djavan diz que se baseou em lembranças da juventude e adolescência. " 'Sabes Mentir' foi sucesso na voz de Ângela Maria, conheci essa música pela minha mãe, que era fã." Entre as 12 faixas, ainda há uma instrumental, " Treze de Dezembro" (de Luiz Gonzaga e Zé Dantas), com arranjo jazz (o músico diz identificar "algum perfume jazzístico" nela).

Agora, Djavan se prepara para uma turnê mundial que deve começar em setembro, em São Paulo, seguindo depois para o Rio, América Latina, Estados Unidos, Europa e Japão. "Vou rodar o mundo inteiro até o final de 2011", conclui.