Redescoberta Sonora

CPM 22 tenta reencontrar seu som, mas com uma sonoridade diferente

Por Tiago Santos-Vieira Publicado em 20/10/2010, às 14h43

BUSCA Badauí e o CPM 22 querem encontrar uma identidade, mas sem se "recopiar"
Otávio Sousa

Álbum ainda sem título

Previsto para outubro

Prestes a lançar um novo disco - ainda sem nome ou gravadora -, o CPM 22 insiste na quebra dos próprios paradigmas. Desta vez, o rompimento evade letras, passando à estrutura musical: que os fãs não se assustem, mas a banda está fazendo ska. "Quando assinamos contrato, anos atrás, estávamos numa fase 'punk-rock-Califórnia anos- 90'. Mas não é só isso, há mais em nossa construção", norteia o vocalista Badauí.

Nenhuma das 14 faixas compiladas possui título por enquanto - apenas apelidos. "Abominável" é leve e cadenciada, enquanto "Vida ou Morte" tonifica-se como um ska-rock rasgado - ambas trazem teclados Hammond e metais. Também compassada, " Cavaleiro Metal" dá o tom de protesto velado que parece pontuar o álbum. E , quando tudo indica retorno à normalidade em "Hospital do Sofredor", eis que surge um solo de trombone.

Com um integrante a menos (o guitarrista Wally deixou o grupo em 2 007) e perceptível bom clima na banda, a atmosfera propiciava o fruto mais intimista do CPM 22. O baixista Fernando Sanches encabeça a produção. Ao guitarrista Luciano coube 70% das composições, dentro de uma gama referencial espalhada por bandas como Rancid, Skatalites, Specials e Clash. "Estive em Londres, e é impressionante: você já desce do avião ouvindo 'London Calling'", ele rememora. Na dupla função d e integrante e produtor, Sanches talvez tenha a visão m ais privilegiada d o novo trabalho. "Estava na hora de resgatarmos nossa identidade, não dava mais para ficar nos recopiando."