Aumentando o Volume

Tom Morello, do Rage Against, toca alto no terceiro álbum do Nightwatchman

Por Gavin Edwards Publicado em 17/11/2010, às 14h20

QUASE SÓ Tom Morello em seu estúdio, em Los Angeles, com Ben Harper
PIPER FERGUSON

Álbum Worldwide Rebel Songs

Previsto para o primeiro semestre de 2011

Há oito anos, quando Tom Morello inventou Nightwatchman, seu alter ego, o que ele queria era "traçar uma linha divisória clara". Ali ele cantaria músicas de cunho político, acompanhado de um violão; não faria nenhum solo de guitarra dissonante e distorcido, ao estilo do Rage Against the Machine. As coisas mudam. "Este não é o Nightwatchman do seu avô", diz ele com um sorriso, antes de engatar em "It Begins Tonight", um rock de socar o ar, que conta com um solo insano. "Me dei conta de que se consigo tocar guitarra desse jeito, então é isso o que deveria fazer", diz Morello vestindo uma camiseta do CBGB e bebericando um Johnnie Walker Black em seu estúdio caseiro, em Hollywood Hills. Para seu terceiro álbum como Nightwatchman, Worldwide Rebel Songs (com previsão de lançamento para o começo de 2011), Morello gravou 15 faixas. A canção-título foi composta para os trabalhadores em greve de uma fábrica de g uitarras coreana. Outras fontes de inspiração: amargurados soldados americanos no Iraque ("Stray Bullets"), uma fantasia sobre cartéis de drogas mexicanos dedicados à mudança social em vez do lucro ("The Dogs of Tijuana"), o poder de juntar multidões de seu violão com cordas de aço ("Black Spartacus Heart Attack Machine"). "Metade do álbum foi feito para ser ouvido à noite, quando você está planejando sua vingança", diz ele. "E a outra metade é para quando você está acendendo o molotov".

Entre as turnês com o Rage e o lançamento de um novo EP do Street Sweeper Social Club, Morello passou três semanas gravando com sua banda ao vivo, a Freedom Fighter Orchestra. Ben Harper participou cantando "Save the Hammer for the Man", um dueto sobre o assunto favorito de Morello: "Politics, apocalypse/ Start to look the same" ("Política, apocalipse/Tudo começa a parecer o mesmo"). "A única qualificação que tenho como cantor é minha sinceridade", diz ele. "Mas falo sério em cada porra de palavra."