Pulse

Lica

Ela quer promover o hip-hop

Lidy Araújo Publicado em 01/02/2007, às 00h00 - Atualizado em 11/09/2007, às 11h35

Lica: entregue ao movimento
Nathan Carvalho/Divulgação

Em tempos de destaque para as minas do rap nacional, Lica merece total atenção. A cantora porto-alegrense, que descobriu o rap aos 14 anos (hoje ela tem 28) ouvindo Beastie Boys, tem uma trajetória de total entrega ao movimento. "O rap entrou na minha vida como uma tsunami", explica ela, que chegou a integrar algumas bandas como a Groove James - com a qual gravou seu primeiro disco, 001, lançado em 2003 - e a La Bela Máfia, que a tornou conhecida e respeitada no hip-hop. Com este grupo, formado somente por mulheres, Lica chegou a se apresentar duas vezes no Hútuz, o maior evento do rap nacional, e a concorrer na categoria melhor grupo feminino (em 2002). Ela lembra ainda que as rádios comunitárias do país ainda tocam músicas da Máfia até hoje - uma das mais executadas é o hit "Engarrafada".

Lica não deixa de aproveitar as oportunidades que tem para promover o hip-hop. Ela se preocupa com o lado social do movimento e costuma participar de oficinas - como a que rolou em janeiro de 2006, na Amazônia, onde ministrou workshops com os índios - e jams sessions. Em uma dessas, chegou a dividir o palco com nomes como Afrika Bambaataa (EUA), Seven Lox (África), Mister Nice & Triple Finger (Alemanha) e Cholly (Canadá).

Atualmente, Lica trabalha na produção de seu primeiro disco solo, com o apoio de uma banda formada por músicos gaúchos que a acompanha nos shows, ainda sem nome ou data de lançamento, mesmo porque 2006 foi lotado de compromissos internacionais. Esteve na Alemanha em junho, a convite da FIFA, onde fez shows durante a Copa do Mundo e chegou a gravar com rappers internacionais. Na volta, fez shows na América do Sul e acabou abrindo o show do Beastie Boys no Chile - a banda "culpada" por sua entrada no hip-hop. E 2006 acabou com mais uma vitória, o prêmio Hutúz na categoria "Melhor Demo Feminina". Sinal de que 2007 vai ser quente.