Gigantes da Pampulha

Skank revê repertório e pontua as principais faixas de quase 20 anos de carreira

Por Patrícia Colombo Publicado em 13/01/2011, às 15h53

O Skank de Samuel Rosa (dir.) não passou por falta de hits no Mineirão
DIVULGAÇÃO

Quase dez anos separam o Skank do lançamento do primeiro trabalho ao vivo, MTV ao Vivo em Ouro Preto (2001), e a banda finaliza 2010 com um novo passeio por seu repertório: o CD e DVD Multishow ao Vivo - Skank no Mineirão.

Desta vez, o estádio, na cidade berço do grupo, Belo Horizonte, foi escolhido para sediar o evento - pouco antes de ser fechado para reformas relativas a adaptações para a Copa do Mundo de 2014. "Escolhemos pela importância dele para nossa cidade, nossa paixão pelo futebol, o clipe que gravamos lá ["É uma Partida de Futebol"]. O governo do Estado não vai gostar disso, mas a gente é meio que dono do Mineirão", brinca o vocalista Samuel Rosa.

A arte da capa mostra o Gigante da Pampulha, como é conhecido, em versão old school: uma foto feita em 5 de setembro de 1965, dia da inauguração. "Quando comentei sobre a ideia de fazer o show lá, pouco depois o nosso empresário nos mostrou a foto", conta. A escolha contribuiu para deixar marcado, principalmente aos fãs locais do Skank, como era o Mineirão em seu surgimento, no melhor estilo "início e fim", no que diz respeito às antigas estruturas do estádio.

Gravado em 19 de junho deste ano, o Multishow ao Vivo - Skank no Mineirão caminha pelas principais faixas da banda, executadas em apresentação para 50 mil pessoas, como o próprio Rosa explica, selecionando músicas essenciais para a carreira do grupo:

" "TANTO" ": "O primeiro disco [Skank, de 1993] não possui um grande hit, mas a música mais lembrada do álbum é essa. É uma versão de 'I Want You', do Bob Dylan, e, para aquele fã mais íntimo, ela é quase que uma senha. Sentimos que o público mais xiita do Skank gosta muito".

" "TE VER" ": "Foi o primeiro single que nos fez tão populares tanto no Oiapoque quanto no Chuí. Depois de 'Te Ver' o Skank começou a ser conhecido de uma forma mais homogênea no Brasil todo".

" "GAROTA NACIONAL" ": "Foi uma explosão quando saiu. Tocou muito em vários países. Ela é o único grande hit internacional que temos".

" "RESPOSTA" ": "Quando achavam que éramos uma banda de festa, lançamos essa balada com uma letra singela do Nando Reis. Pensaram que estávamos rasgando a fórmula. E, hoje, quando fazemos enquetes sobre músicas que os fãs gostariam de ouvir, 'Resposta' sempre é a mais votada".

" "BALADA DO AMOR INABALÁVEL" ": "Com levada eletrônica e berimbau do saudoso Ramiro Mussotto, é uma semibossa com a letra do Fausto Fawcett. Ela não era para ser single, era apenas para fazer parte do álbum [Maquinarama]".

" "VOU DEIXAR" ": "Até chegar 'Vou Deixar' eu dizia que 'Garota Nacional' era o nosso 'Satisfaction'. Hoje já fico na dúvida [risos]. 'Vou Deixar' está para os anos 2000 assim como 'Garota Nacional' está para os anos 90 na história do Skank".

"SUTILMENTE" ": "Está em pé de igualdade com 'Resposta'. Das baladas nossas, esta é uma das principais. Foi uma das músicas mais tocadas em 2009 e é também nossa conexão com a molecada mais nova".