De Vento em Popa

Quem são os principais ministros que embarcaram na equipe da presidenta Dilma Rousseff ... e o que eles podem (ou não) fazer pelo Brasil

Por Rodrigo Barros e João Prado Publicado em 11/05/2011, às 16h14

Lézio Júnior

Nomeadas pelo mandatário mor da nação, centenas de pessoas diferentes já exerceram a função de ministro no Brasil. Para o bem ou para o mal, existem exemplos concretos da importância desse cargo. Já houve a ministra que congelou as poupanças dos cidadãos, levando milhares de trabalhadores a um surto psicótico; e também outro que elaborou um plano que modificou a economia de um modo que nunca antes ocorrera na história deste país (no fim das contas, se tornou presidente por dois mandatos consecutivos).

Os parágrafos da Constituição Brasileira que explicam a função de um ministro de Estado mais parecem descrever o cotidiano de um funcionário burocrático, um mero mensageiro, que despacha papéis e apenas aguarda o carimbo e a canetada do Presidente. Está no artigo 87, que cabe ao ministro deste país: 1. exercer a orientação, coordenação e supervisão dos órgãos e entidades da administração federal na área de sua competência e referendar os atos e decretos assinados pelo Presidente da República; 2. expedir instruções para a execução das leis, decretos e regulamentos; e 3. apresentar ao chefe do Planalto o relatório anual de sua gestão frente à pasta. Na verdade, os ministros são como sacerdotes da Santa Madre - com o perdão da questionável comparação entre administradores políticos e religiosos.

São inúmeros os debates que se formam em torno da equipe de ministeriáveis, expressão usada para aqueles que estão à altura de assumir o cargo. Se a palavra final é a do Presidente, a última pessoa que será consultada antes do pronunciamento decisivo à nação será um de seus escolhidos. Na atual equipe ministerial da presidenta Dilma Rousseff há nove mulheres entre os 37 membros, e 15 ministros herdados do governo de Luiz Inácio Lula da Silva - ou que já ocuparam esse cargo nos últimos oito anos. A seguir, o "dream team" escalado pela própria Dilma. E, ao que consta, cada um dos ministros já foi devidamente avisado: quem manda no Brasil agora é "ela", e não mais "ele".

Michel Temer

VICE-PRESIDENTE

69 anos Itu (SP)

Frase: "Estamos aqui para partilhar o pão". o ex-presidente da câmara federal viveu momentos opostos na política. Já sofreu duras críticas dos petistas na época de sua participação no governo FHC. Hoje, são os tucanos que miram as armas contra ele. Mas ambos partidos concordam: o atual vice-presidente tem habilidades para se colocar no poder. Durante a era Lula, ele teve seu nome mencionado em investigações realizadas pela Polícia Federal. Surgiu como suspeito de se beneficiar de doações ilegais, na operação Castelo de Areia. E acabou citado na operação Caixa de Pandora, que custou o cargo do governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda (ex-DEM). Temer negou todas as acusações. Dono de uma voz e uma expressão facial que dificilmente se alteram, frequentemente esfregando uma mão na outra enquanto fala, como vice poderá evitar que a fúria do PMDB por cargos paralise o governo. Na vida pessoal, tudo parece ir bem: está casado há sete anos com Marcela, 43 anos mais nova. "O Michel é o genro que toda mãe queria ter", definiu a sogra de Temer, Norma Tedeschi.

Antonio Palocci

CASA CIVIL

50 anos Ribeirão Preto (SP)

Frase: "Governar é fazer escolhas e, muitas vezes, deixar de fazer coisas importantes em troca de essenciais". o jovem antônio era um adolescente influenciado mais pela mãe, militante trotskista, do que pelo pai, artista plástico. A formação do PT é a que fez dele primeiro um político e depois o ministro da Fazenda. Era o candidato preferido de Lula para sucedê-lo, depois que José Dirceu deixou o governo. E se fosse relatar o que deu errado em seu rumo à presidência, poderia resumir em uma frase: havia um "dossiê" no meio do caminho. Tudo por conta de um episódio ocorrido quando Palocci era prefeito de Ribeirão Preto (1992), quando foi suspeito de fraudar uma licitação na compra de latas de molho de tomate. Surgiram também indícios de que teria participado de festas com prostitutas em uma mansão. O ministro preparou o contragolpe, que virou prova contra ele mesmo. A história é conhecida como a "quebra de sigilo do caseiro Francenildo", o cidadão humilde que testemunharia contra o poderoso chefe da economia. Palocci entregou o cargo. Agora, na era Dilma, ocupará o "ministério dos ministérios".

Guido Mantega

FAZENDA

61 anos Gênova (Itália)

Frase: "Devemos manter a calma. Se todos ficarem preocupados, poderemos entrar realmente na crise". quando ocupou o ministério da fazenda no lugar de Antônio Palocci, em 2006, foi apontado como um especialista em economia, mas um "homem que não saberia lidar com o mercado financeiro". O comentário mais tarde provou ser mera especulação. Mantega até 'peitou' alguns poderosos, como fez em um dos seus encontros com a Febraban (Federação Brasileira de Bancos), quando cobrou das instituições privadas o aumento do crédito para os investimentos no país - talvez por ser um sociólogo de formação. Em outra ocasião, durante um discurso, fez piada com o ex-presidente do Banco Central: "O Henrique Meirelles mudou. Hoje, ele fala até de questões sociais comigo". No posto mais alto da economia no Brasil, enfrentou a crise hipotecária dos Estados Unidos, entre o final de 2008 e o começo de 2009: o país atravessou o período imune, fato que foi comemorado como bola dentro de Mantega.

Fernando Pimentel

DESENVOLVIMENTO, INDÚSTRIA E COMÉRCIO EXTERIOR

59 anos Belo Horizonte (MG)

Frase: "Se eleita, Dilma não ficará refém do PT". afastado da coordenação da última campanha presidencial por conta dos episódios dos dossiês nas eleições, o mineiro tem a missão de chefiar uma das áreas responsáveis por aumentar ou diminuir o PIB (Produto Interno Bruto). Como prefeito de Belo Horizonte (2005-2008), obteve aprovação de 90% e ajudou a articular o Orçamento Participativo da cidade, considerado um dos maiores programas de obras públicas do país. Pimentel ganhou a simpatia até do ex-governador de MG e atual senador, Aécio Neves - com quem concorreu nas últimas eleições e perdeu. Como missão principal, terá de evitar o desequilíbrio das contas externas do Brasil, ameaçadas pelo fantasma da desindustrialização (substituição da produção local pelos importados). É amigo de Dilma Rousseff desde os tempos de militância, e, portanto, conta com a total confiança da figura mais poderosa da República.

José Eduardo Cardozo

JUSTIÇA

51 anos São Paulo (SP)

Frase: "Não tenho mais ânimo para essas regras eleitorais". o ex-deputado federal chega para ser um dos ministros mais poderosos do atual governo. A presidenta Dilma transferiu a Secretaria Nacional de Políticas Sobre Drogas do Gabinete de Segurança Institucional (GSI, sob comando militar) para a pasta chefiada por Cardozo - o ideal é que o departamento se tornasse responsabilidade do Ministério da Saúde, mas já pode ser considerado um avanço. Outra medida que deverá constar na agenda do ministro é a criação do Sistema Único de Segurança Pública, para articular as ações federais, estaduais e municiais na área. Cardozo declarou que vai se reunir com os governadores para propor um "pacto de segurança", uma vez que, hoje em dia, o diálogo com os representantes dos Estados praticamente não existe. Agora, terá em mãos a chance de dar o primeiro basta para a política da retórica que dominou por vários anos a área da segurança no Brasil.

Ana de Hollanda

CULTURA

62 anos São Paulo (SP)

Frase: "Até aqui, essas pessoas têm consumido mais eletrodomésticos do que cultura". nas reuniões ministeriais, a cultura sempre ocupou as últimas posições na fila de prioridades. Isso acontece desde que o ministério foi criado pelo então presidente José Sarney, em 1985. Ana de Hollanda ressaltou o problema, dizendo que se no Brasil sobram artistas celebrados no mundo inteiro, faltam consumidores dessa arte. Irmã mais nova do compositor Chico Buarque e entusiasta do PT, ela foi considerada uma escolha "apadrinhada". Mas a aposta de muitos é que a nova ministra poderá colocar a pasta no lugar de destaque que nunca teve - um trabalho que Gilberto Gil (e depois Juca Ferreira) havia começado. Integrante da trupe artista-petista encabeçada por atores como José de Abreu e Antonio Grassi, Ana de Hollanda cresceu em uma casa que recebia figuras ilustres como Vinicius de Moraes e Tom Jobim. Filha do historiador Sérgio Buarque de Hollanda, visitou a favela carioca Complexo do Alemão em seu primeiro compromisso oficial. Talvez seja o lugar ideal para começar o imenso trabalho que tem pela frente.

Antônio Patriota

RELAÇÕES EXTERIORES

56 anos Rio de Janeiro (RJ)

Frase: "Terei tolerância zero com países que desrespeitam direitos humanos". os fatores positivos da política externa brasileira se deram mais pela imagem de Lula e de sua lábia entre os países europeus e asiáticos do que pela articulação do ex-ministro Celso Amorim - pegou mal a maneira blasé com que ele tratou as violações aos direitos humanos no Irã. Dilma queria chamar uma mulher para o cargo. Não encontrou. No lugar, convidou um funcionário de carreira: Patriota era secretário-geral do Ministério das Relações Exteriores, o segundo posto no Itamaraty. Formado pelo Instituto Rio Branco, o carioca não é filiado a nenhum partido. Foi embaixador em Washington, além de ter exercido cargos em conselhos importantes, como a Organização Mundial do Comércio. Alfabetizado em inglês, é casado com a norte-americana Tania Cooper.

Gilberto Carvalho

SECRETARIA-GERAL DA PRESIDÊNCIA

60 anos Londrina (PR)

Frase: "É dentro das possibilidades que um católico ou um membro do PT cometa um erro". a sala ocupada por Gilberto carvalho nos últimos oito anos fica no mesmo andar do gabinete presidencial do Palácio do Planalto, e é a mesma que ele ocupará agora. Entre outras funções, ele será o responsável por organizar toda a agenda da presidenta, desde um encontro com Barack Obama a uma consulta com o dentista. Em 2002, Carvalho foi acusado de levar R$ 1,2 milhão dentro de uma mala para José Dirceu - na época, a investigação da Polícia Civil apontou desvios para a arrecadação de propina no ABC paulista. Não houve "provas suficientes" e o caso foi arquivado. Um petista do alto escalão o descreve como "um cara para as horas boas e más".

Alexandre Tombini

BANCO CENTRAL

47 anos Porto Alegre (RS)

Frase: "Eu asseguro um sistema sólido e eficiente". entre os especialistas, as expectativas para o desempenho de Tombini no cargo máximo do Banco Central variam: "O Henrique Meirelles [expresidente do BC] tinha o alcance de ligar para qualquer presidente de banco do mundo. Minha ressalva com o Tombini é essa", salienta Carlos Alberto Safatle, presidente do Conselho Regional de Economia de São Paulo. Doutor em Economia pela Universidade de Illinois, com passagens pelo FMI, o "desconhecido" ministro é uma indicação direta de Dilma e é famoso por ser exímio conhecedor dos meandros e percalços financeiros.

Miriam Belchior

PLANEJAMENTO

55 anos Santo André (SP)

Frase: "Temos que fazer mais com menos". se a mãe é quem cuida, esse é o papel de Miriam Belchior no governo Lula, como coordenadora do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento). A piada descontraída em Brasília é "fale mal do PAC e ganhe um inimigo chamado Miriam Belchior". Responsável pela transição tucanapetista em 2002, ela foi casada por dez anos com Celso Daniel, o falecido ex-prefeito de Santo André, mas dificilmente fala sobre o fato. Em um raro momento, em sua posse, se emocionou ao lembrá-lo: "Esse cargo que ocuparei seria ocupado por ele no governo Lula. Obrigada, Daniel". Adendo: se fosse seguido o conselho de Lula, Belchior ocuparia a vaga de Dilma na Casa Civil durante as eleições, o que talvez poderia ter evitado o escândalo envolvendo a ex-ministra Erenice Guerra.

Orlando Silva

ESPORTES

39 anos Salvador (BA)

Frase: "Esse compromisso não é com a FIFA, mas com o Brasil". nome certo no ministério de Dilma, Silva traz no currículo a realização dos jogos Pan-Americanos no Rio, em 2007, e a conquista dos direitos para o país à Copa de 2014 e às Olimpíadas de 2016. Figurar entre as denúncias de gastos exorbitantes com os cartões corporativos do Planalto não "queimou o seu filme" - dedicado, devolveu cada centavo da quantia gasta. Filiado ao PCdoB desde a adolescência, também foi líder estudantil no colégio em que cursou o nível secundário. Em 1995, tornou-se presidente da UNE, sendo o primeiro negro a ocupar o cargo.

Carlos Lupi

TRABALHO

53 anos Campinas (SP)

Frase: "Em 2010, tudo aumentou: as contratações e as demissões". em 2010, foram contratadas 2,5 milhões de pessoas no regime da Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT). Apesar da polêmica sobre a "manipulação dos dados", por conta do ministério antecipar os números entregues pelas empresas, é um recorde e cumpre a meta que o então ministro Lupi se impôs. Desde 2007 no governo Lula, ele é considerado um dos responsáveis pelo crescimento da geração de empregos no Brasil, fruto da ânsia da população por serviços e de uma economia aquecida. Pois se o setor vai bem, parece uma atitude coerente que Dilma o mantenha no cargo.

Edison Lobão

MINAS E ENERGIA

74 anos Mirador (MA)

Frase: "Se não for ministro, quero disputar a presidência do Senado". ministro da cota do PMDB, lobão reassumiu a pasta depois de um encontro forçado com Dilma. Senador e exgovernador do Maranhão (1991-1994), ficou conhecido por culpar o mau tempo como a causa do apagão, em 2009, que atingiu 40% do território brasileiro. Em 2010, fez os consumidores gastarem R$ 1 bilhão a mais na conta de luz, por não cumprir o prometido e colocar as termelétricas que abastecem o norte do país para operar com gás natural. Advogado, adotou o jornalismo como profissão e chefiou a Rede Globo no Distrito Federal. Considerado uma carta na manga de José Sarney, é difícil encontrar quem diga algo a respeito dele no Ministério.

Paulo Bernardo

COMUNICAÇÕES

58 anos São Paulo (SP)

Frase: "Todos sabem que um monte de políticos têm rádio e televisão". o ex-ministro do planejamento é um dos poucos que manifestou a vontade de continuar fazendo parte do governo no mandato de Dilma Rousseff . Caberá a ele acelerar a expansão da banda larga e tornar a rede de comunicações brasileira mais eficiente. Não menos importante será erradicar a corrupção nos Correios, uma das empresas mais tradicionais do país, que ficou loteada por "afilhados" de poderosos. Funcionário de carreira do Banco do Brasil, ele tem o desafio de fazer com que o Estado atue mais no crescimento da rede, papel que hoje cabe às empresas privadas. Se hoje temos mais celulares do que pessoas (mais de 200 milhões de aparelhos), chegou a hora de conectar todos os brasileiros.

Mário Negromonte

CIDADES

60 anos Recife (PE)

Frase: "Se a Dilma fizesse um curso de simpatia com minha mulher, que é prefeita na Bahia, Ave Maria!". negromonte será o responsável pelo programa "Minha Casa, Minha Vida", cujo foco é em habitações para cidadãos que recebem até três salários mínimos. Para tanto, deverá corrigir as falhas na primeira fase de implantação, como a revisão dos valores para a construção em grandes centros urbanos, onde o déficit é maior. Empresário do setor da construção civil, ele terá como objetivo cobrir a carência de 6,6 milhões de famílias no Brasil. Não será simples, visto que a habitação permanece como uma área que sofre por conta da exclusão social: metade dos lares brasileiros não está ligada às redes de esgoto e as favelas só se multiplicam.

Nelson Jobim

DEFESA

64 anos Santa Maria (RS)

Frase: "Vou colar o José Genoino em mim". como o chefe das forças armadas, Nelson Jobim saiu bem nas fotografias. Posou sorrindo com uma jibóia nas mãos, segurando uma meiga onça na coleira e adotou a farda camuflada em tecido Rip Stop (padrão do Exército) como uniforme de trabalho. Não controlou as fronteiras do Brasil, tendo em suas mãos as instituições treinadas para isso. Durante o tão alardeado caos aéreo, pressionou a ANAC (Agência Nacional da Aviação Civil) a impor regras às empresas aéreas, que constantemente ignoram os direitos dos passageiros - em 2007, foi nomeado após o presidente Lula demitir Waldir Pires por conta da mesma crise infindável. No novo governo de Dilma Rousseff, o ideal seria que Jobim conseguisse capacitar o Exército Brasileiro para atender a população também em situações de risco - vide as absurdas tragédias provocadas pelas chuvas e enchentes neste verão.

Fernando Haddad

EDUCAÇÃO

48 anos São Paulo (SP)

Frase: "O Enem terá que passar pelo crivo do novo governo". depois das fraudes na última prova do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio), muitos esperavam outro nome para ocupar o Ministério da Educação. Coincidência ou não, a presidenta Dilma manteve Fernando Haddad firme na pasta, após a divulgação de um manifesto assinado por personalidades petistas de nome, como a socióloga Marilena Chauí. Mas havia também um trunfo em suas mãos: a criação do Programa Universidade para Todos (ProUni) recebeu elogios diversos por facilitar o acesso do povo brasileiro à universidade. Mas se foi bem no ensino superior, pode-se dizer que Haddad falhou no alfabeto e na tabuada da base escolar, onde moram os principais problemas educacionais do Brasil. Nessa nova fase, o ministro deverá continuar a enfrentar a necessidade de uma política de licenciatura que torne a tão desprestigiada profissão de professor mais atraente financeiramente - não é segredo que muitos educadores costumam montar barracas de camelôs para compor a renda mensal.

Alexandre Padilha

SAÚDE

39 anos São Paulo (SP)

Frase: "Estou preparado para qualquer abacaxi técnico e político". a escolha do ministro da saúde foi uma das primeiras crises no governo Dilma. Pois a presidenta achou a solução "dentro da própria casa". Não há dúvidas de que Padilha, ex-ministro das Relações Institucionais, conhece a área que vai chefiar. Médico infectologista, formado pela Unicamp, terá à sua disposição R$ 77 bilhões para investir - o maior orçamento da pasta, desde 1995. São muitos os desafios, a começar pelo Sistema Único de Saúde (SUS), que há anos está estagnado. Outro problema foi apontado por seu antecessor, José Gomes Temporão, que alertou para a "americanização" da saúde, que submete os cidadãos aos planos das empresas privadas.

Izabella Teixeira

MEIO AMBIENTE

49 anos Brasília (DF)

Frase: "Hoje sou otimista". ela foi considerada a "Dilma verde" quando assumiu o ministério no lugar de Carlos Minc, fruto de sua personalidade enfática. Para muitos, Izabella possui o que alguns políticos acham que falta à senadora Marina Silva: poder de decisão. No Planalto, as opiniões são que conseguiu mediar o debate entre as áreas ambientais e econômica do governo, que são entraves para ambas as pastas. Formada em Biologia pela Universidade de Brasília, é funcionária do Ibama desde 1984. Na última Conferência da ONU sobre as Mudanças Climáticas, foi nomeada para ser a "facilitadora" nas negociações com os países desenvolvidos para o prolongamento do protocolo de Kyoto, que expira em 2012.