Superastros Ajudam a Popularizar a Dance Music

Trio Swedish House Mafia festeja a vitória da house music, que voltou às rádios

Por Johan Weiner Publicado em 08/08/2011, às 12h58 - Atualizado em 07/11/2011, às 13h21

MÁFIA DE DJS Depois de Ibiza, o Swedish House Mafia conquista o mundo
RAHAV SEGEV/ZUMA PRESS/CORBIS

Steve Angello se recorda da primeira viagem que fez à terra prometida. "Lembro-me de entrar na Pacha, aquele lugar lendário, e sentir a magia", ele diz sobre o momento em que colocou os pés em uma das principais casas noturnas de Ibiza, dez anos atrás. "Sempre fui apaixonado por Ibiza. A ilha vive e respira dance music."

Junto com seus parceiros, Sebastian Ingrosso e Axwell, Angello é a terça parte de um dos grupos de dance em ascensão mais badalados dos últimos anos: a equipe de DJs Swedish House Mafia. O novo single da trupe, "Save the World", conseguiu quase dez milhões de exibições no YouTube (em apenas duas semanas, em maio) e o trio juntou mais de 100 mil fãs no festival Electric Daisy Carnival, em Las Vegas.

Os músicos se uniram há uma década, em Estocolmo, em um tempo em que o hip-hop dominava a noite. "Naquela época, era raro produzir dance music na Escandinávia", diz Ingrosso. Axwell completa: "Eles achavam que era coisa de rave, gente no meio da floresta tomando ácido e agindo de forma estranha." O single de estreia do Swedish House Mafia, "Get Dumb", de 2007, era enxuto, mas o som deles cresceu junto com o sucesso - "Save the World" tem vocais com efeitos, riffs de piano ao estilo do Coldplay, acordes crescentes e um refrão de louvor à vida. "Começamos tocando em bares minúsculos e acabamos lotando arenas", diz Angello sobre o agora encorpado som do trio. "É como a estrutura de qualquer negócio: você quer sempre construir e ampliar."

De Katy Perry e Black Eyed Peas ao colega David Guetta, as rádios contemporâneas são regidas pelas batidas da house - uma tendência de popularização da qual o Swedish House Mafia sentia certa desconfiança no passado. "É como o punk", diz Angello. "Os shows costumavam ser eventos secretos - mas, quando houve a popularização, as bandas passaram a poder tocar até em Wembley."