"Eu trabalho no South Park"

Bebidas, guerras de comida, amor entre homens e cocô explosivo - quatro funcionários revelam como é trabalhar na equipe de South Park; leia a matéria sobre os dez anos do desenho no final desta página

Vanessa Grigoriadis Publicado em 27/08/2007, às 18h33 - Atualizado em 22/09/2008, às 18h23

Trey Parker (à esq.) e Matt Stone, coleguinhas de trabalho dos rapazes aqui descritos
Michael Elins

John Hansen, 36 anos, supervisor de pós-produção (e também a voz do Mr. Slave):

"Fazemos muitas festas e a coisa sai do controle. Certo ano, na festa do Dia dos Namorados na casa de Trey, ele mandou fazer uma escultura de gelo em formato de alvo, com copinhos de gelo para serem lançados. Ficamos todos bêbados e, quando acabaram os copos, começamos a jogar pedras na escultura. Daí, Trey entrou nela de cabeça e a coisa se desmantelou em 1 milhão de pedaços."

Frank Agnone, 38 anos, supervisor de produção:

"Na noite anterior à exibição, todo mundo sempre está exausto de tanto trabalhar e as coisas ficam insanas. Uma vez, aconteceu uma guerra de comida em uma das salas de edição. Butters jogou torta em cima de um dos editores, que despejou uma jarra inteira de suco na cabeça dele, e todo mundo entrou, jogando gelatina, pudim e sobremesa. Corri para cima do painel da máquina, colei meu corpo ali e gritei: 'Parem! Há centenas de milhares de dólares de equipamento aqui e, se vocês estragarem, vão ter que pagar!'."

Jack Shih, 32 anos, chefe de animação:

"Nossos animadores trabalham em todos os personagens, mas, por algum motivo, recebo muito mais cenas de amor gay. Trey é detalhista em relação à velocidade, à freqüência e ao ritmo de uma bunda subindo e descendo. Também recebemos muitas observações a respeito de diarréia explosiva, relativas à quantidade de borrifo necessária. Na maior parte das vezes, quando desenhamos cocô sólido, a observação de Trey é para que o deixemos explosivo e definitivo."

Rob Sibley, 27 anos, assistente de produção:

"Sirvo café, atendo o telefone, busco almoço e faço coisas como entregar 100 balões para as esposas dos produtores quando eles mandam. Uma vez, precisei fazer uma entrega no Comedy Central, em Century City, e fiquei trancado na escada. Não quis ligar para ninguém, porque este é o tipo de escritório que, quando alguém descobre alguma fraqueza sua, cai em cima. Fiquei lá com as pernas tremendo."