Satisfação Garantida

Novo disco mostra um Linkin Park inspirado

Nazareno Paulo Publicado em 02/08/2007, às 10h26 - Atualizado em 31/08/2007, às 18h33

Linkin Park: tudo novo
James Minchin/divulgação

"A gente quis começar um novo capítulo, e não fazer uma trilogia. À meia-noite é onde o próximo dia começa. É onde estamos agora, no dia seguinte", explicou Mike Shinoda, o vocalista do Linkin Park, sobre o título do novo disco, Minutes to Midnight - o primeiro do grupo californiano em três anos. "É um disco muito diversificado, cada música tem uma diferente personalidade. É quase esquizofrênico".

Realmente, é difícil enquadrar as novas composições do Linkin Park em um único rótulo. O resultado se deve muito a Rick Rubin (que produziu Stadium Arcadium, do Red Hot Chili Peppers, e está trabalhando no novo álbum do Metallica). "Rick nos disse para não colocarmos barreiras entre nós e a nossa criatividade", contou o guitarrista Brad Delson, em uma tarde de sexta-feira em Los Angeles, horas depois do encerramento da mixagem do novo álbum. "Nosso único medo era não conseguirmos ser capazes de atingir criativamente todo o nosso potencial", diz.

"Hands Hold High" tem coro gospel, mas soa como um hip-hop do século 21. "Bleed It Out" lembra Outkast. "No More Sorrow" é heavy metal setentista com guitarra, baixo e bateria, "provavelmente uma das músicas mais pesadas que já escrevemos", nas palavras de Delson. Mesmo com tantas experimentações de estilos e influências de novos ritmos, o Linkin Park ainda se sente o mesmo de sete anos atrás. "Este disco é uma combinação de diferentes elementos de inspiração e coisas que vivemos através dos anos", diz Shinoda. "Ainda que a música seja uma combinação de muitas mensagens, ela é comunicação. Queremos comunicar a coisa certa para que o seu público não fique confuso."

Brad Delson confirma, solene, com a mão no peito: "Apesar de ter 100% de certeza de que os fãs vão concordar, nos sentimos satisfeitos e aliviados de que este é o melhor disco que podíamos ter feito".