Wilco

Sky Blue Sky

David Fricke Publicado em 13/08/2007, às 14h10 - Atualizado às 14h11

PREVISTO PARA MAIO

GRAVADO EM CHICAGO

De acordo com o líder do Wilco, o vocalista/guitarrista Jeff Tweedy, foi desta forma que o grupo compôs seu sexto disco, Sky Blue Sky: "Eram seis pessoas em uma sala, tocando uma música o dia todo por sete horas, até chegarem a um consenso sobre como ela deveria soar". Tweedy se apressa em afirmar que este é o trabalho que ele sempre quis fazer. "Sempre imaginei a banda como um monte de caras sentados em frente a máquinas de escrever, como um escritório. Acabamos nos tornando isso mesmo." O baixista John Stirratt coloca de outra forma: "Foi o disco mais civilizado que já fizemos". Realmente, as 12 faixas são uma revolução em relação ao sucesso Yankee Hotel Foxtrot (2002) e a A Ghost Is Born (2004), seja no redemoinho lisérgico de "Either Way", seja na pop barulhenta "Hate It Here".

O baterista Glenn Kotche dá crédito ao guitarrista Nels Cline, que entrou em 2004 trazendo muito do brilho psicodélico que permeia o som do Wilco. "As pessoas pensam que Nels é um guitarrista jazzista, mas ele adora Buffalo Springfield e Byrds." Tweedy, Stirratt, Kotche, Cline, o guitarrista/tecladista Pat Sansone e o tecladista Mikael Jorgensen ensaiaram e gravaram no The Loft (o estúdio do Wilco) desde agosto de 2005, divididos em períodos de duas e três semanas. A filosofia seguida por Tweedy: "Poder colocar uma música no seu bolso e levá-la com você". O vocalista confessa: "Cansei da tecnologia. Se você precisa de determinado amplificador ou pedal para fazer uma música, então não é uma música". Hoje, ele escreve de modo diferente. "Passei por momentos horríveis" admite, referindo-se aos dramas pessoais, aos tumultos com a gravadora e à estadia numa clínica em 2004 para deixar o vício em remédios. "Quando você está em um processo de negação, é difícil ser direto em relação a si mesmo." E diz: "Não quis ser complexo neste disco. É mais fácil nos escutar agora - há menos estática".