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Voz Intensa

MØ relembra passado punk e celebra “relação louca” com os fãs em shows

Gabriel Nunes Publicado em 15/03/2017, às 20h48 - Atualizado em 22/03/2017, às 20h48

MØ
Divulgação

Antes de adotar a alcunha artística MØ – e conquistar mais de 1 bilhão de visualizações no YouTube com o hit “Lean On”, parceria dela com Major Lazer e DJ Snake –, Karen Ørsted costumava cantar ao lado de Josefine Struckmann em uma banda chamada MOR. Fortemente influenciada por Peaches e Bikini Kill, a dupla se apresentava em pequenos bares esfumaçados, vociferando ao microfone canções como “Fisse I Dit Fjæs”, cuja tradução para o português soaria mais ou menos como “Boceta na Sua Cara”. “Todas as letras eram extremamente politizadas, cada faixa era um ‘tapa na cara da sociedade’”, relembra. No entanto, entre 2012 e 2013, a cantora decidiu explorar sua veia mais introspectiva, até então pouco abordada em suas canções. Deixando de lado o espírito combativo, a intérprete passou a escrever “músicas de amor”, como ela singelamente define o punhado de faixas que mais tarde entrou o debute No Mythologies to Follow (2014). “Queria baixar um pouco a guarda. É importante falar sobre aqueles assuntos, mas eu queria também cantar coisas mais pessoais, mais íntimas.” Ela não esconde também o gosto por festivais – seja como espectadora, seja então como uma das principais atrações. “O que gosto é que parece que as pessoas estão de férias. Elas passeiam pela grama, relaxam, curtem um som, é como se um sentimento de alívio muito grande rondasse todo o lugar. E quando subo ao palco, porra! É uma relação muito louca, uma energia muito especial que estabeleço com a plateia.”