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Querendo Pungência

Maglore trabalha em disco energético com veia política aflorada

Anna Mota Publicado em 29/07/2017, às 11h21 - Atualizado em 16/08/2017, às 16h26

Maglore: (da esq. para a dir.) Brandão, Dieder, Teago e Lucas
Azevedo Lobo/Divulgação

Reinvenção: esse é o conceito-chave da fala de Teago Oliveira, vocalista e guitarrista do Maglore, sobre o novo disco da banda. “Nunca queremos fazer nada parecido”, diz o músico.

A nova formação do grupo dá um empurrão extra à vontade de mudar, já que em janeiro o que era um power trio virou um quarteto. O baixista Rodrigo Damati saiu para dar lugar a Lucas Oliveira, e Lelo Brandão (teclados, guitarra e voz) retornou após uma pausa de quatro anos, completando a banda ao lado de Teago e Felipe Dieder (bateria).

Enquanto III (2015) tinha uma leveza sonora permeada por temáticas variadas nas letras – desde o existencialismo de “Mantra” até o relacionamento de “Aconteceu”–, “o próximo LP será mais político”, promete Oliveira. “Ele traz mais reflexão sobre o que vivemos. E, por eu ter composto a maioria das faixas, também traz muita coisa particular”, afirma. “Aliás, a própria temática política é pessoal, já que é uma visão minha e da banda sobre o que tem acontecido.”

Quanto às melodias, o artista afirma que a banda está “saindo da fase ‘Beatles 1966’ e entrando em uma fase ‘Rolling Stones 1980’”. O lado mais suave cede espaço a uma veia energética, a exemplo da frenética “Aquela Força”, parceria com Luiz Gabriel Lopes, do grupo Graveola e o Lixo Polifônico. Ainda sem título, o disco tem previsão de lançamento para agosto.