Fim do Mundo: Thor: Ragnarok traz nova vilã, nova heroína e velhos heróis se tornando vilões

Terceiro filme do Deus do Trovão nos levará de volta ao reino de Asgard para desenvolver um pouco mais o personagem vivido nas telonas pelo australiano Chris Hemsworth

Stella Rodrigues Publicado em 24/10/2017, às 16h12 - Atualizado às 16h35

Poderosos
Mark Ruffalo , Tessa Thompson e Chris Hemsworth (foto) encaram outros desafios em Ragnarok

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Na mitologia nórdica, Ragnarök é uma série de acontecimentos que culmina no fim do mundo. No calendário de estreias do Universo Cinemático da Marvel, Ragnarok é só o mais novo acontecimento que culminará em mais um (provável) sucesso de bilheteria. Thor: Ragnarok, terceiro filme do Deus do Trovão e 17º arrasa-quarteirão do MCU (sigla em inglês), nos levará de volta ao reino de Asgard para desenvolver um pouco mais o personagem vivido nas telonas pelo australiano Chris Hemsworth.

Mas, pelo que indicam os trailers liberados pela Disney, quem também vai brilhar muito neste novo capítulo é Hulk (Mark Ruffalo), que deixou a Terra em Vingadores: Era de Ultron (2015) e reapareceu em uma arena em Sakaar, pronto para se digladiar com Thor. “Bruce Banner ficou preso no Hulk por dois anos. Ele renasce quando sai de lá. Tudo que sabemos sobre esses personagens fica de lado em Thor 3”, define Ruffalo. “O Hulk não é mais aquele sujeito que surge só porque Banner está bravo. O alcance emocional dele é muito mais amplo e ele está vivendo uma vida que não vivia desde que se tornou o Hulk.”

Recém-saído da Comic Con e ainda energizado pela experiência, Mark Ruffalo contou à Rolling Stone Brasil por telefone que o novo filme, além de ser mais pesado no lado do humor, é mais leve em termos de trama. “É mais focado nos personagens, sabe? E na relação entre ele e em um senso de humor peculiar”, contou sobre o longa dirigido por Taika Waititi (O Que Fazemos nas Sombras, 2014).

O longa ajuda a desenvolver nossos velhos conhecidos heróis, mas também traz carne nova para o pedaço. Ragnarok apresenta a vilã Hela, deusa do reino dos mortos interpretada por Cate Blanchett. E também a heroína Valquíria, vivida por Tessa Thompson, que encarnou Sam White em Cara Gente Branca, o filme que inspirou a série da Netflix. “Acho que Sam e a Valquíria se dariam muito bem”, ri a atriz. “Trocariam dicas de estilo.”

“A Valquíria é uma guerreira de elite. Na HQ, ela recebe de Odin [pai de Thor, vivido no cinema por Anthony Hopkins] a missão de liderar a cavalgada das valquírias. Ela faz parte de uma comunidade de mulheres guerreiras incríveis. Mas, quando a conhecemos, ela está isolada em Sakaar e conhece Thor meio que como uma antagonista, ela é caçadora de recompensas e o captura. Mesmo relutante, ela vai se tornando parte do time”, explica. Esse time, que ainda conta com Tom Hiddleston (Loki), Idris Elba (Heimdall), Karl Urban (Skurge) e Jeff Goldblum (Grão-Mestre), chegará às telonas no dia 26 de outubro.

Fazendo o Hulk

Ativista em diversas frentes, Mark Ruffalo comenta as crises que mais o abalam atualmente

A forma como Rufallo (que é dado a surtos de raiva nas redes sociais) “fica verde” tem muito mais a ver com consciência ambiental do que com a coloração de seu personagem. Debatendo o tipo de coisa que faz com que ele “dê uma de Hulk” online, o ator citou “gente que diz que mudanças climáticas não existem, anticiência, burrice, ganância, racismo e o clube de bilionários norte-americanos que está comandando o país neste momento” como os problemas que fazem com que ele deseje ter o martelo (ou seria a foice e o martelo?) de Thor para resolver as coisas. “Hulk é basicamente relegado a uma emoção só. Eu tinha muita raiva dentro de mim, mas conforme fui ficando mais velho esse tipo de paixão e temperamento se tornou só uma coisa divertida de interpretar.”