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Um Recomeço

Fora da Cachorro Grande, guitarrista Marcelo Gross lança disco solo

Henrique Inglez de Souza Publicado em 21/06/2018, às 19h29 - Atualizado às 19h30

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Gross agora está 100% dedicado à carreira solo
Lígia Hansen/Divulgação

A saída de Marcelo Gross da Cachorro Grande, em maio, foi um tanto inesperada. Não havia briga aparente e o grupo havia acabado de lançar seu primeiro álbum ao vivo, Clássicos. De qualquer forma, a carreira solo do guitarrista estava a todo vapor e o trabalho mais recente dele, o disco duplo de inéditas Chumbo & Pluma, acaba de ganhar uma versão física.

Qual é o impacto de não fazer mais parte da banda que ajudou a fundar?

É devastador! A Cachorro Grande foi um sonho ao qual dediquei a vida para fazer acontecer. Fui pego de surpresa, e tem sido bem difícil lidar com essa situação. Mas também virou um incentivo para me dedicar à carreira solo e tocar com outras pessoas. Apesar de sempre ter tido a banda como prioridade, meu primeiro disco solo, Use o Assento para Flutuar, já saiu há cinco anos. Vinha me dividindo entre as duas coisas desde então.

Você saiu ou foi saído da Cachorro Grande?

Na verdade, fui saído. No meio de 2017, passei por um momento pessoal bem delicado: minha namorada morreu em um acidente. Acabei me fechando, e não deve ter sido fácil para quem trabalhava comigo. Porém, me mantive ativo na banda, inclusive na coprodução do Clássicos.

Qual o significado que Chumbo & Pluma adquire daqui para a frente?

Esse álbum foi concebido e gravado em uma época muito feliz, no início de 2017. Me sentia completo, artisticamente, preparando um disco de rock and roll [Chumbo], minha raiz, e um acústico de baladas folk [Pluma], que sempre tive vontade de fazer. Além disso, estava flertando com a música eletrônica de Manchester com a Cachorro. A dimensão que Chumbo & Pluma toma agora é grande, pois acabou de sair em CD e em vinil duplos, e terei tempo para me dedicar a divulgar esse repertório Brasil afora.