O que Vimos de Melhor em 2011

Um brinde final a um ano cheio de sangue, humor negro, constrangimento, metanfetamina... e de rock, bebê!

Redação Publicado em 05/01/2012, às 12h23 - Atualizado em 09/01/2012, às 15h51

FINAIS E REVIRAVOLTAS  Danilo Gentili encontrou seu verdadeiro espaço fora do CQC;

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Se alguém conseguiu definir 2011 em uma frase, foi Snooki. Quando a galera do tosco reality show Jersey Shore (MTV) viajou para a Itália, a garota soltou as tocantes palavras: “Como se dice ‘Isso aqui é uma merda’?” Boa pergunta. E, mais do que nunca, procuramos as respostas na TV – e ela foi direto ao ponto, do drama sublime à realidade inescrupulosa.

A Execução de Ned Stark em Game of Thrones

Mataram o mocinho da história? Até os minutos finais, parecia inconcebível que fossem cortar a cabeça do único homem nobre neste reino corrupto. O último gesto de Sean Bean – ver a filha assistindo a tudo sem poder fazer nada, no meio da multidão – tornou devastadora uma cena que já era por si audaciosa.

A Reinvenção de Danilo Gentili

Em um ano nada fácil para o CQC, o comediante saiu das sombras dos companheiros e estreou o talk show Agora É Tarde. Ágil e engraçado de verdade, ainda está se formatando (as entrevistas, o principal do programa, ainda precisam melhorar) – mas demonstra um potencial maior do que qualquer coisa que Gentili já tenha feito antes.

Steven Tyler de jurado em American Idol

Ninguém achou que seria possível, mas o vocalista tagarela do Aerosmith conseguiu manter sua cabeça no lugar na TV ao vivo, inseriu uma pitada de bom-mocismo e salvou sozinho a franquia do desastre que todos esperavam ver depois da saída do mito Simon Cowell.

As Entrevistas de Amaury Jr.

O eterno repórter das celebridades já é uma lenda viva da televisão brasileira, mas em 2011, Amaury Jr. esteve mais em evidência do que nunca. Com presença de espírito, o veterano colunista realizou entrevistas tão históricas quanto surreais – entre elas, com Bebel Gilberto e Sarah Sheeva, a filha de Pepeu Gomes e Baby do Brasil. Mérito de Amaury: ninguém tem coragem de fazer perguntas tão incisivas (e ninguém consegue respostas tão reveladoras em troca).

O Final de Breaking Bad

O melhor seriado dramático da TV, de longe, é um grande comercial para a metanfetamina, já que muitos de nós acabam precisando tomar um relaxante muscular ou um belo de um drinque para suportar a tensão de cada episódio da jornada de Walter White adentro de sua própria alma distorcida. O assassinato do chefão Gus Fring foi o triunfo máximo de Walter na quarta temporada da série, mas teria sido também sua maior derrota porque no fim das contas ele ainda assim não conseguiu escapar de nada. Mais do que nunca, Walter está à mercê de seu mais ferrenho inimigo – ele mesmo.

O Episódio “Critical Film Studies” de Community

O mais engraçado seriado norte-americano de 2011, sem dúvidas. A sátira absurda – uma paródia do filme Meu Jantar com André – desemboca em um momento intenso de interação humana, quando dois malas se esforçam para ter uma “conversa de verdade” (“Sabe quem tem conversas de verdade? Formigas! Elas falam vomitando substâncias químicas na boca umas das outras! Humanos são mais evoluídos. Nós mentimos”). Genialidade pura – não é à toa que a emissora NBC manteve a série sempre sob ameaça da guilhotina.

A Renovação do Jornalismo

Fátima Bernardes abandou o posto de titular do Jornal Nacional, que dividia com o marido, William Bonner, dando espaço para Patrícia Poeta, que saiu do Fantástico. Enquanto isso, a Record fez uma prévia da futura cobertura das Olimpíadas de Londres com a transmissão dos Jogos Pan-Americanos. Quanto mais diversidade, melhor.

Larry David Experimenta a “Galinha Palestina”

Um episódio que resume os elementos principais de Curb Your Enthusiasm – quando a deusa sexual palestina de Larry David grita “Vou foder até arrancar o judeu de dentro de você”, você se preocupa com a possibilidade de seus vizinhos ouvirem e pensarem que você não vale nada. Essa é a essência de Curb: você descobre que é uma pessoa terrível, e só um demente social como Larry é capaz de forçá-lo a rir disso.

Humor Involuntário nos Festivais Musicais

Se 2011 foi o ano em que os grandes festivais de música dominaram o Brasil, também foi o ano em que a cobertura deles nos deu algumas das cenas mais involuntariamente engraçadas da TV. Do “Hoje é dia de rock, bebê”, de Christiane Torloni, ao tombo de Didi Wagner ao entrevistar Shakira, só nos resta esperar: que venham os próximos!