Norah Jones Faz Disco “Estranho” e Climático

Cantora se inspira em fim de relacionamento para parceria com Danger Mouse

Matt Diehl/ Tradução: J.M. Trevisan Publicado em 16/04/2012, às 10h16 - Atualizado em 10/07/2012, às 14h59

DIFERENTE Ao lado de Danger Mouse, Norah descobriu uma faceta assustadora
NOAH ABRAMS

Álbum Little Broken Hearts

Previsto para maio

Em 2009, Norah Jones e Brian “Danger Mouse” Burton se juntaram no estúdio do produtor, em Los Angeles, para trabalhar em um projeto ultrassecreto. “Ninguém da gravadora ou os meus empresários sabia que estávamos fazendo isso”, diz a cantora. “Brian disse: ‘Prefiro participar do que só produzir – vamos para o estúdio ver o que acontece’.”

A dupla passou cinco dias, em junho de 2009, trabalhando no que viria a ser o quinto álbum solo de Norah, Little Broken Hearts. “Eu nunca tinha entrado [em estúdio] sem algo pronto, compus as músicas do zero, nunca tinha tocado baixo em um disco antes”, ela diz. “Eu estava fora da minha zona de conforto – mas à vontade, porque somos amigos.” Burton complementa: “A melhor coisa foi estarmos só os dois naquelas primeiras sessões. Norah teve tantas ideias boas quanto eu – ou até mais”.

As sessões foram proveitosas, mas a dupla não ficou satisfeita. Eles passaram os dois anos seguintes trabalhando separadamente em outros projetos. No ano passado, os dois finalmente se reuniram para finalizar Little Broken Hearts. Norah chegou com um punhado de canções cruas e emocionalmente carregadas, que ela havia escrito depois de um duro término de namoro com um escritor. “Sempre ouvi aquelas histórias sobre como você compõe músicas melhores quando está na merda”, ela conta, rindo. “É um saco, mas é verdade!” A sonoridade do álbum varia de serenatas experimentais a confissões secas ornamentadas com tons eletrônicos. “É obviamente muito diferente de qualquer coisa que Norah já tenha feito”, diz Burton. “Não sei o que as pessoas vão achar – espero que gostem e ela não perca muitos fãs.”

Uma das faixas mais ousadas é “Take It Back”, que conta com guitarras e vocais distorcidos e assustadores. “Eu nunca soube como conseguir esses sons estranhos”, diz Norah. “Foi uma questão de encontrar o equilíbrio entre aqueles efeitos e ter certeza de que minha voz estava clara e soava como se fosse eu mesma.”