Uma Estranha Ciência

Conheça o astro Gotye, criador por trás do sucesso “Somebody That I Used to Know”

Patrick Doyle/ Tradução: J.M. Trevisan Publicado em 12/04/2012, às 10h03 - Atualizado em 16/04/2012, às 11h11

EXPERIMENTOS “Gosto de ver o que acontece quando você colide certas coisas”, diz Gotye
divulgação

Depois de se transformar em um dos maiores astros da Austrália com seu segundo álbum, lançado em 2006, Gotye, 31 anos, enfurnou-se em um celeiro na fazenda de 13 acres dos pais dele, nos arredores de Melbourne, e passou os dois anos e meio seguintes gravando sozinho em um laptop. “Carros passavam a 100 quilômetros por hora, corvos pousavam no telhado e ciscavam, e a temperatura subia e descia porque não havia aquecedor”, conta o cantor de indie pop. “No inverno, eu corria entre as gravações para me manter aquecido.” Funcionou: Making Mirrors fincou os pés no Top 40 norte-americano por sete semanas, e o single “Somebody That I Used to Know” arrebatou mais de 134 milhões de views no YouTube.

Nascido Wouter De Backer, na Bélgica, Gotye (pronuncia-se “gotiê”) se mudou com a família para a Austrália aos 2 anos. Cresceu obcecado por Sting, Depeche Mode e Peter Gabriel. Por volta de 2002, enquanto tocava bateria em uma banda de indie rock em Melbourne, aprendeu sozinho a construir faixas a partir de samples criados de fragmentos de world music e a fazer as próprias gravações. “Tudo que permita que você aborde um instrumento em particular ou um software de um modo diferente”, ele diz. “É isso normalmente o que tento fazer.”

Gotye compôs a linha de baixo de “Eyes Wide Open” brincando com a Winton Musical Fence, uma instalação de arte tocável, no interior da Austrália. “Eu parecia uma criança em um playground, correndo para lá e para cá, batendo nas coisas e gravando”, conta. Já o Groove dub chapado de “State of the Art” veio de um órgão Lowrey Cotillion vintage que os pais dele compraram para ele. “Gosto de ver o que acontece quando você colide certas coisas”, finaliza.