Um Caminho Diferente

Depois de ascensão rápida, o Foster the People apenas quer se manter no topo

Bruno Raphael Publicado em 11/05/2012, às 17h21

ENTRE LENDAS Após tocar com o Beach Boys, o Foster the People é admirado até pelo U2
divulgação

Agora o céu é o limite, cara”, diz Mark Foster, vocalista do Foster the People, dias antes de a banda subir ao palco da primeira edição do Lollapalooza Brasil. “Quero que cada um de nós tenha um jato.” Em São Paulo, a banda colocou cerca de 70 mil pessoas para dançar ao som de uma versão de 8 minutos de “Pumped Up Kicks”, maior hit da banda, lançado no álbum de estreia, Torches (2011).

Catapultado para o topo das paradas devido à canção, o Foster the People conseguiu duas indicações ao Grammy neste ano, além de tocar “Wouldn’t It Be Nice”, ao lado do Maroon 5, na apresentação que marcou o retorno do Beach Boys. “Eu tinha essa música em meu computador e a ouvia cerca de 100 vezes por dia”, ele explica. “Então nós começamos a ensaiar e, no final, era só música. Quando você não deixa subir à cabeça, se torna algo bem simples.”

Além de tocar com alguns de seus maiores ídolos, Foster e os outros dois integrantes da banda, o baterista Mark Pontius e o baixista Cubbie Fink, foram convidados em Dublin, na Irlanda, para jantar com Bono e The Edge, do U2. “Bono estava familiarizado com o nosso som, perguntando coisas do tipo: ‘Como você faz isso?’ E eu estava tremendo de tanto nervosismo. Não dava pra acreditar que aquilo estava acontecendo, uma banda como o U2 perguntar para mim sobre música.” O segundo álbum do grupo californiano deve começar a ser composto ainda neste ano, durante os intervalos na turnê. Segundo o vocalista, não há qualquer tipo de pressão para repetir o sucesso da estreia. “Quando chegar agosto, realmente nos focaremos [nas gravações]”, explica. “Acho que é realmente importante mudar algumas coisas, usar instrumentos novos e experimentar. Eu sinto que uma boa composição acontece quando você percorre um caminho diferente.”