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Acontece Internacional - Bassnectar

Conheça o fã de death metal que virou um dos maiores nomes da música eletrônica

Vanessa Grigoriadis Publicado em 09/08/2012, às 17h58 - Atualizado às 18h00

EXTREMO Ashton deixou o metal de lado
CLAYTON HAUCK

Lorin Ashton, o rapaz de 34 anos que atende pelo nome Bassnectar, vendeu mais de 220 mil ingressos para seus shows na América do Norte no ano passado, mais do que qualquer outro artista da dance music, excetuando-se Tiësto e Deadmau5. Mas ele é diferente dos outros caras da cena. Com um físico esguio e gentil, ar animado, Ashton foi criado em uma comunidade no Vale do Silício até que seus pais se tornaram cristãos renascidos, quando ele tinha 5 anos. Em parte como reação à sua criação, ele se voltou para o metal. “Fui do heavy para o death e daí para o black, sempre procurando algo mais pesado e mais sombrio”, diz. Ashton descobriu o techno por meio de uma rádio universitária. “A música me agradou imediatamente, e comecei a frequentar raves”, conta. “Gostava da mística de fazer parte de algo underground, em que o clima era mais amistoso. Quando ia aos shows de death metal, eu era definitivamente a única alma amigável do lugar.”

Não demorou muito, Ashton passou a fazer parte de um grupo que dava festas nos bosques da Carolina do Norte. Também se tornou um dos mais adorados DJs do Burning Man, misturando de tudo, de dubstep a rap e música de circo em um show ao vivo tão intenso quanto o de Skrillex. Mas hoje ele está curtindo mais a “bass music”. “Estou interessado em sons de baixa frequência, uma experiência que antes era exclusividade dos desastres naturais”, diz. “Mas ontem à noite, em Vegas, toquei com alguns dos DJs de dubstep mais pesados, e três mosh pits se formaram. Adoro mosh quando a energia é boa, mas ali não tinha aquela vibe – daí toquei algo mais musical.”