Espírito Adolescente

Capital Inicial olha para o passado para atualizar o repertório e se atualizar com novo álbum

Murilo Basso Publicado em 18/10/2012, às 10h39 - Atualizado às 11h38

NERVOSOS Passarell, Dinho e Flávio no estúdio paulistano onde gravam o novo disco
DECO CURY

Título Indefinido

Previsto Sem previsão de lançamento

Foram cerca de dois anos e meio desde o lançamento de Das Kapital e, durante esse período, o Capital Inicial não parou. A turnê do disco tomou boa parte do tempo da banda e, segundo Dinho Ouro Preto, foi fundamental para o grupo retornar ao estúdio. “Acho que nos sentimos cansados de tocar as mesmas canções. E quando eu digo isso, me refiro a todo o repertório do Capital”, explica o vocalista.

“Nosso disco novo e também o Das Kapital são tentativas de romper com a repetição.Queremos resgatar o entusiasmo do começo da nossa carreira.” Já com as gravações do álbum adiantadas, Dinho conta que o clima no estúdio está dentro do esperado. “Até agora não houve nenhuma briga, e todos parecem estar contentes com o repertório”, brinca. “O Fê e o Flávio já gravaram, o som dos dois ficou de cair o queixo. Uma martelada.” O cantor adianta que o novo trabalho seguirá a linha do antecessor. “Eu os vejo ligados. Mas acho que há principalmente a vontade, depois de tantos anos, de recuperar o que nos fez começar”, diz. Dessa forma, será possível notar diversas referências já intrínsecas às características da banda. Segundo ele, em alguns momentos teremos doses de punk e em outros canções que remetam ao Capital da década de 80. E, claro, canções mais radiofônicas. “Quando comecei a compor o disco me fiz uma pergunta: do que eu gostava com 16 anos? A resposta está no primeiro disco do Capital. É isso que gostaria de resgatar. Aquele estado de espírito”, comenta Dinho. “Mas o nosso trabalho terá uma pegada mais nervosa. Antes de mais nada, vem aí um disco de rock.”