“Não acho que daria para juntar os pedaços e fazer algo novo”, diz Michael Palin sobre o Monty Python

Ex-integrante do grupo cômico fala sobre a impossível volta do sexteto e do programa que gravou sobre o Brasil para a BBC

Paulo Terron Publicado em 11/10/2012, às 10h33 - Atualizado em 17/10/2012, às 14h07

Monty Python
AP

Mais conhecido por revolucionar a comédia mundial com o grupo cômico Monty Python, o britânico Michael Palin (à esquerda na foto) tem dedicado cada vez mais tempo a uma paixão: viajar. Não é algo recente e muito menos um passatempo, já que desde o fim dos anos 80 ele produz programas temáticos de turismo para a BBC, a mesma rede de TV responsável por levar ao ar o lendário Monty Python’s Flying Circus, entre 1969 e 1974. “Passei a minha vida, desde que saí da universidade, atuando muito e não me preocupo em ter parado”, conta. “O maior motivo é que os programas de viagem me interessam demais, adoro viajar para países diferentes, me dá um prazer gigante entender novas culturas e ver o mundo por um prisma diferente. Não é a mesma coisa que ficar em casa lendo coisas horríveis na imprensa sobre outros lugares, você precisa ir até lá e ver você mesmo.” Nesse espírito, o explorador de 69 anos desembarcou por aqui no ano passado para produzir Brazil, um programa televisivo de quatro partes e também um livro, a ser exibido na Inglaterra neste mês. Leia abaixo a íntegra da entrevista.

Fazendo tantas viagens, por que demorou tanto para vir ao Brasil?

Não sei... Foi meio que um acidente geográfico: o mais próximo que eu tinha chegado havia sido em Full Circle [série de 1997]. Claro, como estávamos seguindo a costa do pacífico, não fomos muito ao leste. Fui ao Chile, Bolívia, Peru e Colômbia, mas o mais próximo que cheguei do Brasil foi em um lugar chamado Leticia, do lado oposto de um rio. Foi o mais próximo que cheguei, mas porque havíamos determinado uma jornada específica [não foi possível mudar a rota]. Depois disso fiz Sahara [2002] e Himalaya [2004]... E o Brasil acabou ficando de fora dos planos, assim como a Argentina. Sempre foi algo que mantive em mente até mais ou menos 2009, quando comecei a detectar todas as conversas sobre os Jogos Olímpicos de Londres e tinha certeza de que, logo depois disso, as pessoas estariam focadas na próxima sede olímpica, o Rio. Pensei que o Brasil seria tema de muitas conversas no fim de 2012 – bem mais do que antes. E queria um bom momento para ter a minha visão sobre o país, a minha introdução a ele, naquele momento em que o Brasil estivesse fresco na cabeça de todo mundo. Pensei que todos, assim como eu, estariam se perguntando: “Como será que é o Brasil?”.

Você pesquisa muito antes de visitar os lugares e inclusive manda um time de produtores para mapear a viagem antes da sua chegada. O Brasil já te interessava antes disso tudo?

Sim, eu sempre me interessei muito. Eu participei de Brazil – O Filme [1985], do Terry Gilliam, e o filme se chama assim porque, se você se lembrar, o personagem vai sendo gradualmente esmagado pelo sistema e a única coisa que mantém a mente dele viva é essa música, “Brazil” [cantarola “Aquarela do Brasil”, de Ary Barroso]. Então, de certa forma, o Brasil era um mundo da fantasia para nós na Inglaterra: as praias eram douradas, os corpos eram lindos, a comida era incrível e havia música tocando o tempo todo. Acho que todos nós pensávamos que o Brasil representava uma fuga do clima para baixo e melancólico do norte, uma terra mágica onde se podia fazer de tudo em praias lindas, com o sol brilhando e muitas caipirinhas. Era uma mistura de coisas, uma terra dos sonhos para nós, europeus, e, ao mesmo tempo, havia muito interesse pelas florestas, pela Amazônia, e a conservação disso tudo, que envolveu o país no debate sobre o assunto. Eram o lado ambiental e o fantástico, da nossa imaginação. Eu queria enxergar além disso e descobrir qual era a realidade.

E o que você descobriu? Era o que esperava?

Não! [risos] Para começar, foi mais como eu apenas sonhava que fosse. Começamos a filmar no Nordeste, acho que em São Luís, e seguimos até Salvador de barco. O sol brilhou, as praias foram extraordinárias – nunca vi praias assim em lugar algum do mundo, com esse tamanho, essa escala – e também vimos o Bumba Meu Boi em São Luís, com muita vida, música, dança, festa e procissões na cidade. Então, por um tempo, pensei que fosse isso mesmo: que o Brasil fosse um lugar festeiro, quase como se você estivesse em um clube o tempo todo. Mas aí você logo percebe que há um outro lado disso tudo. Salvador, por exemplo, é um lugar maravilhosamente sedutor, só que aí você vê que também há muita pobreza e violência – assim como nas cidades européias. Gradualmente você começa a olha além da vitrine e ver o que realmente há na loja. Tivemos guias ótimos e, quando chegamos ao Rio, passamos um bom tempo investigando a situação das favelas e da preparação da cidade para a Olimpíada e Copa do Mundo. Encontrei o mundo de fora do “sonho brasileiro”, o que foi um alívio porque senão seria um lugar irreal. [risos] Ao longo disso tudo, notei que é um país descontraído. Não vi ninguém sendo autoritário, no sentido de normas e regras, enquanto na Europa é exatamente o contrário, com muitas limitações sobre o que se pode fazer, aonde se pode ir, música que se pode tocar e a que hora. Pelos lugares onde passei no Brasil, nada disso parecia se aplicar. As pessoas me pareceram ser completamente livres de pressões externas, sem ansiedade alguma. Claro, essas todas são apenas observações gerais.

Mas isso é, de certa forma, preocupante para nós. Será que estaremos prontos para as Olimpíadas e a Copa? O que vão pensar da gente?

Tenho certeza de que vocês estarão prontos. Uma coisa que foi demonstrada por Londres é que todo mundo ama a celebração, a festa. Todo mundo quis se envolver com isso, muita gente contribuiu. E, de todos os lugares no planeta, parece que o Brasil é o que melhor saber fazer festa. Psicologicamente, já é meio caminho andando. Quanto à infra-estrutura, bem, é complicado e eu não sei direito. Só sei que no Rio nem sempre é fácil se locomover na cidade, que o sistema de metrô é limitado e que talvez acomodação seja um problema. Mas tenho certeza de que tudo funcionará. E quando você vai ao Brasil, você já vai querendo se divertir – o que é muito importante. Então, sim, acho que a infra-estrutura será um problema, assim como foi para Londres, que começou a lidar com isso muito cedo. Em termos de atitude, acho que o Brasil está pronto para a diversão.

Você se encontrou com o Eduardo Paes, prefeito do Rio. Chegaram a falar sobre a chamada pacificação das favelas?

Ele não tinha muito tempo, é difícil querer debater tudo o que está acontecendo. Ele reconheceu que o Rio tem problemas, que há essa diferença entre ricos e pobres e questões relativas à infra-estrutura. Conversamos um pouco sobre as favelas, mas nada muito detalhado. O que escutei de muitas outras pessoas é que muito dinheiro está sendo investido na melhora das condições nas favelas. O que me pareceu é que ele sabe que o importante é incluir as pessoas, fazer com elas se sintam parte da cidade, não segregadas a lugares onde não há condições sanitárias e de transporte. Tudo isso tem de ser feito rapidamente, e atitude em relação às favelas me pareceu interessante, positiva. Vai custar dinheiro, só que todos parecem saber o que precisa ser feito – tanto o governo municipal, quanto o estadual e o federal. No Complexo do Alemão, vimos o teleférico que foi instalado em pouquíssimo tempo e que fez com o local parecesse menos isolado e mais bem estruturado.

Você também foi a lugares menos óbvios, como Fordlândia [cidade construída por Henry Ford na Amazônia, nos anos 20, e hoje abandonada]. Como foi?

Maravilhoso! Conhecia esse local por causa do livro Fordlândia, do norte-americano Greg Grandin. Você leu?

Sim.

De qualquer forma, pensei que era algo que eu deveria ver, já que é um estudo interessante de como o noroeste industrial foi atraído à América Latina para explorar ao máximo o lugar. É quase como uma história semi-colonial, mas em tempos pós-coloniais. Os norte-americanos estavam preocupados com os britânicos, achavam que eles poderiam roubar as sementes das seringueiras e mandá-las para a Malásia, estabelecendo a produção de borracha em países dominados pelo Império Britânico. Foi curioso ver como o Henry Ford e a empresa dele fizeram para lidar com um país latino-americano, trabalhando no meio da selva amazônica, com mão de obra nada especializada. Foi fascinante: ainda dava para ver as ruas, construídas como se fossem cidades dos Estados Unidos. Elas ainda estão lá, assim como as casas e as agora esqueléticas construções que não puderam ser demolidas, já que são muito bem construídas. Parece uma tentativa de enfiar Michigan na Amazônia. Claro que não funcionou, já que não dá para simplesmente dizer: “a floresta está vazia, vamos ocupá-la!”. A selva é rica demais pra isso, rica em animais, insetos, doenças, ferrugem e coisas assim. Eventualmente, foi uma doença das seringueiras que matou o experimento. Foi uma jornada difícil pelo rio para chegar até lá, e valeu a pena.

Cidade Fantasma - Há uma cidade dos Estados Unidos em meio à Floresta Amazônica. Abandonada e parcialmente digerida pela vegetação, Fordlândia é hoje, 80 anos depois de fundada, a ruína de um sonho capitalista.

Também imagino que, como ex-presidente da Royal Geographical Society, você tenha interessa pela história de Percy Fawcett [explorador britânico que desapareceu misteriosamente por volta da área do Xingu, no meio dos anos 20]. Isso foi abordado na série?

Não, não falamos sobre isso. Principalmente porque não há muito definição sobre para onde ele foi e o que aconteceu com ele depois disso. Acho que essa história foi fantasticamente descrita em Brazilian Adventure, de Peter Fleming, sendo que, no caso desse livro, a maior aventura para eles foi conseguir voltar de onde estavam. E com Fawcett, você sabe, não se tem muitas pistas de para onde ele foi e que fim ele teve. Fomos até o rio Xingu, perto de onde ele teria desaparecido, e passamos um tempo com a tribo Waujá. Fomos à região, mas não entramos na história tanto quanto fizemos com a de Ford, na qual tínhamos muito mais para mostrar.

Na sua passagem pela China em Around the World in 80 Days [1989], você previu com sucesso que haveria um problema quando os chineses trocassem as bicicletas por carros. Há algo semelhante a isso que tenha observado no Brasil?

Talvez haja uma questão de espaço nas grandes cidades, mas esse caso da China era mais claro. O que achei interessante no Brasil foi que, ao visitar os Ianomâmis, em Roraima, e também os Waujá, percebi o quão rápido tudo está mudando para eles. Querendo ou não, assim que se estabelece contato com uma tribo, quando há troca de informações, tudo começa a mudar radicalmente. Uma vez que se compartilha conhecimento, não dá para voltar atrás. Você pode usar roupas feitas de vegetais e fazer danças rituais dos seus ancestrais - mas você viu como uma câmera funciona, e os Waujá as utilizam, eles se filmam. Achei isso extraordinário: no passado se dava armas para uma tribo recém-contatada como forma de conquistá-la, e agora são câmeras. Os Waujá já estão debatendo a possibilidade de criar um arquivo dos costumes deles, assim como um dicionário da língua deles. Tudo isso é bom, só que também vai levar os integrantes mais jovens da tribo a querer extrapolar aquele mundo deles. Quando há esse contato com uma tribo, o futuro dela é determinado.

Esse é um grande debate, não? Porque existem casos de tribos que perderam completamente sua história. Então, para os Waujá, pelo menos há essa intenção de preservá-la.

Sim, os Waujá têm plena consciência disso e são fascinados com a própria história. Especialmente porque existem, se não me engano, apenas 400 deles. E eles têm argumentos muito bons quanto a isso. Por exemplo: havia um brasileiro os ensinando a usar as câmeras, e ele mostrou umas fotos da expedição Rondon de 1924. Lá estavam aquelas imagens, na tela, e o cacique me disse: “o que quero fazer é descobrir qual deles é o meu avô”. Ele falou isso com lágrimas nos olhos, claramente era algo importante para ele. “Eles vieram em 1924 e só fotografaram, não pegaram os nomes das pessoas.” Essa foi uma grande revelação para mim: tendemos a ver tribos mais primitivas como...

...Um grupo genérico de pessoas.

Isso. Exatamente, sem os indivíduos. Achei o sentimento deles, essa vontade de saber mais sobre o passado, tocante. Assim como eles, há outras tribos que – como nós também – gostariam de saber mais sobre o passado delas, mas perderam essa chance. Nesse sentido, achei confortante saber que há muita gente interessada nessa preservação no Brasil – e também na conservação da Amazônia, algo que se intensificou nos últimos 10 anos. Agora se sabe que aquilo não é simplesmente algo sem dono, que você pode chegar e derrubar.

Por outro lado, há questões novas como a construção de Belo Monte. É algo a se descobrir: como evoluir como país e conservar a própria natureza e cultura.

Sim, o que mais me chocou no Brasil é o tamanho do país. Claro, eu já sabia que era um dos maiores do mundo, mas estar aí te dá uma noção real dessa extensão. Voar sobre a Floresta Amazônica por duas horas e não ver as árvores desaparecerem... Faz você quase entender o pensamento de “temos muita floresta, podemos abrir mão de um pouco para criar uma usina ou criar gado” ou algo assim. “É tudo selvagem, podemos pegar o que quisermos.” E agora parece haver um debate a respeito disso tudo, notamos ao conversar com as pessoas – todas ponderaram sobre o quanto se pode perder com isso, com os danos causados por uma destruição indiscriminada das florestas. Achei isso encorajador.

Qual você acha que será a maior descoberta para o público britânico ao assistir ao seu programa sobre o Brasil?

Essa é uma pergunta muito interessante... Não sei exatamente o que será visto com surpresa. Espero que digam “aprendi mais sobre isto e sobre aquilo”. Imagino que duas coisas possam acontecer, sendo uma mais séria: as questões relativas às favelas, sobre as quais lidamos com certo detalhamento. Acho que isso pode ser uma surpresa, já que as pessoas acham que o Rio é feito só de praias e samba. E tentamos explicar o que está sendo feito nas favelas, como é para as pessoas que moram lá, o legado disso tudo. Isso é surpreendente – e também, como você mesmo lembrou, o fato de que as pessoas mais pobre moram nos melhores lugares da cidade, nos morros, onde você esperaria ver condomínios de luxo. A outra surpresa, que mencionamos de forma mais leve, é o sul do Brasil. Acho que será uma revelação ver o contraste entre a influência africana da costa do norte e o sul, muito mais influenciado pelos europeus. É uma região que não parece ter se integrado da mesma forma, é quase como estar na Europa. Exploramos um pouco da cultura germânica em Blumenau e coisas assim. Acho que muita gente vai se surpreender ao ver que há pessoas fazendo danças alpinas e bebendo pints de cerveja no sul do Brasil.

Depois da série TV, quais são os seus planos? Você tem feito muita dublagem, não?

Tenho feito coisa ou outra, mas não muita dublagem. Faço trabalho free lance, invisto no que me interessa. Publiquei um romance aqui na Inglaterra, chama-se The Truth, que tem razoavelmente a ver com trabalho ambiental. Ainda estou divulgando-o e coisas desse tipo. Com a série de TV e o livro Brazil, devo ficar ocupado até o fim do ano. Depois disso certamente vou viajar, só não tenho certeza de quando ou como. Vivo uma vida singular, mergulhando em diferentes continentes e trabalhos. E cada lugar que visito acaba me puxando de volta, mas nunca terei tempo o suficiente na vida para ir aos lugares que quero! Então depende das pessoas que conheço, que conheci, gosto de voltar para locais onde tenho amigos.

Você parou de atuar?

Não é que parei, eu só... [risos] Desde que saí da universidade, em 1965, até o último filme que fiz com o John Cleese [Ferocidade Máxima], em 1997, eu atuei muito – tanto a sério quanto em comédia – e não me preocupo em ter parado. O maior motivo é que os programas de viagem me interessam demais, adoro viajar para países diferentes, me dá um prazer gigante entender novas culturas e ver o mundo por um prisma diferente. É bom para mim e para as pessoas em geral, dá uma visão diferente sobre o planeta. Não é a mesma coisa que ficar em casa lendo coisas horríveis na imprensa sobre outros lugares, você precisa ir até lá e ver você mesmo. Tenho uma pequena equipe, de umas seis pessoas, que monta uma programação quando vamos a lugares como o Brasil, o Himalaia ou o Saara. Sabemos que temos X dias para coletar o material, trabalhamos duro desde a madrugada até o fim do dia, aí comemos e bebemos muito, para começar o dia seguinte! [risos] É uma vida muito legal, enquanto na de ator você faz parte de um processo. Precisa esperar a montagem da cena... Há muita espera nesse universo. Viajar me atrai mais do que atuar. Mas se aparecer algum papel menor, em um filme pequeno, eu adoraria fazê-lo. Sempre há profissionais e histórias maravilhosas por aí, nunca digo nunca. Só que viajar é uma grande tentação.

Houve uma época em que foi dito que você seria o Dom Quixote de Terry Gilliam no infame The Man Who Killed Quixote. É verdade?

[Risos] Sim, lembro-me disso. Era apenas um boato que circulou por aí. Conheço o Terry muito bem e sempre conversamos sobre trabalhar junto novamente, como fizemos em Os Bandidos do Tempo [1981], Jabberwocky – Um Herói Por Acaso [1977] e Brazil... Então foi meio que: “Se eu não conseguir mais ninguém, Michael, sempre posso escalar você!”. [Risos] Ela já tinha o Johnny Depp, imagina que o Depp seja uma atração maior do que o Michael Palin.

Paul McCartney e Ringo Starr dizem que é cansativo como até hoje, quando John Lennon e George Harrison já morreram, eles ainda têm de responder sobre uma possível volta dos Beatles. Você se sente de forma similar quanto ao Monty Python?

É, sim, sempre tenho de responder a respeito de uma reunião. É quase como se não fosse possível satisfazer as pessoas com o que você já fez – e acho que já fizemos nosso melhor, culminando em A Vida de Brian [1979], nosso melhor filme, na minha opinião. Nosso último longa foi feito 1982 [O Sentido da Vida, lançado no ano seguinte] e não fizemos praticamente nada depois disso. E as pessoas ainda acham que basta usar uma varinha mágica e estaremos de volta fazendo a esquete do papagaio. Só que não temos mais o Graham Chapman, e é difícil entender que éramos um sexteto, um grupo incrível de seis pessoas que contribuíam como autores e performers. É como uma mesa de seis pernas, se você tirar uma não vai ser a mesma coisa. Sempre disse que não poderíamos nos reunir como Python sem o Graham – e ainda acredito nisso. Mas também acho que a dinâmica que permitiu que seis pessoas tão diferentes, que tinham filosofias de vida tão distintas, fizessem comédia só conseguiria se sustentar por um breve período de tempo. A força centrífuga do Python fazia os integrantes serem jogados para fora, mas enquanto nos seguramos juntos funcionou. Não acho que daria para juntar os pedaços e fazer algo novo.