Família Rock and Roll

Thais Azevedo e Cláudia Boechat Publicado em 12/11/2012, às 16h20 - Atualizado às 18h14

Instituto Rolling Stone
Thais Azevedo

Osvaldo, pai de Rafael, 9 anos, perdeu o contato frequente que tinha com o filho após se divorciar. Depois de meses pedindo uma guitarra ao pai, o menino conseguiu uma vaga no Instituto Rolling Stone, que, por coincidência, tem aulas no mesmo local onde Osvaldo faz tratamento médico, o Centro Cultural Rio Verde. Como se não bastasse, as consultas semanais acontecem no mesmo dia e horário das aulas de guitarra. O local tornou-se, então, ponto de encontro entre pai e filho, que raramente conseguiam se encontrar. É o rock and roll reunindo famílias.

Para a surpresa de Osvaldo, Rafael fala dos Beatles como se fosse fã de longa data da banda. “Não sabia que ele estava tão informado sobre o rock e tocando tão bem. Eu ouvia Beatles desde pequeno. Agora que sei que ele também gosta, podemos conversar sobre música como grandes amigos”, diz, emocionado.

Além de pais e filhos, o Instituto Rolling Stone também aproximou alguns irmãos. Victor e Daniel, 9 e 10 anos, treinam em casa todos os dias e conversam sobre montar uma banda juntos. O pai, Paulo, apoia a iniciativa e comenta sobre os treinos diários dos garotos. “Eles estão mais disciplinados em casa e já montaram, sozinhos, uma rotina de ensaios: chegam da escola, fazem a lição e antes de começar Carrossel, o violão fica com um. Depois da novela até a hora de dormir, o violão passa para o outro. Eles estão organizando seus próprios horários para conseguir tocar cada vez mais.”

Nunca é cedo demais para entrar para o rock and roll. Vinícius, deficiente auditivo desde que nasceu, já serve de exemplo para Matheus, o irmão de apenas 3 anos. “O Vinícius começa a ensinar guitarra para o Matheus em casa e tudo vira uma grande brincadeira. O Matheus ganhou uma gaita e, agora, além de aprender guitarra, acompanha o irmão tocando gaita, do jeitinho dele, mas já mostrando interesse pelo rock”, diz a mãe, Denise. O irmão mais velho virou ídolo do mais novo, que costuma dizer, orgulhoso: “Tio, meu irmão é guitarrista e ele toca muito bem, sabia? Eu já estou treinando junto. Quando eu crescer, quero ser como ele”.

A música tem melhorado o relacionamento familiar dos estudantes em todos os aspectos. Por meio do rock and roll, o Instituto Rolling Stone também tem como objetivo apoiar e incentivar relações familiares saudáveis, fundamentais para o desenvolvimento desses novos guitarristas. E este mês mais uma instituição deu seu apoio à iniciativa: o Royal Bank of Canada doou 18 computadores e três impressoras ao Instituto Rolling Stone. “É sempre um prazer doar à comunidade”, disse Gio Catizzone, presidente e diretor da RBC Brasil DTVM Ltda. E mais uma vez, agradecemos a todos que integram essa família musical e apoiam o Instituto Rolling Stone.