Stone Revirado

Phillip Norman, autor do livro Jagger, explica alguns aspectos de seu biografado

Paulo Cavalcanti Publicado em 12/11/2012, às 15h41 - Atualizado às 15h43

“Mick Jagger é sucesso em todos os aspectos da vida. No amor, não foi diferente. Ele é viciado em sexo. O cantor sempre se gabou de suas conquistas amorosas e mesmo quando esteve casado, com Bianca Jagger e Jerry Hall, pulava a cerca. Mas, quando ficou mais velho, sua atitude ‘galinha’ começou a soar ridícula, parecia um velho tarado metido a Casanova. Mas é preciso dizer que, apesar de ser um marido ruim, ele sempre foi um pai maravilhoso.”

“Apesar de tempos atrás Jagger ser ligado a aspectos mais decadentes do rock, na verdade ele nunca se chapou. Ele experimentou um pouco de tudo, mas sempre se preservou. Sua breve experiência com LSD foi típica. Hoje, ele apenas bebe moderadamente. Sua notável autodisciplina vem dos tempos de juventude, quando o pai, Joe, o obrigava a fazer exercícios e praticar halteres diariamente. Ele nunca reclamou e se beneficiou muito com isso.”

“Pouca gente sabe, mas Jagger já deveria ter escrito uma autobiografia. Ele chegou a receber um polpudo adiantamento. Mas o manuscrito apresentado pelo escritor que trabalhou com ele foi rejeitado pela editora. Acharam chato. Jagger dizia que não se lembrava de nada, mas, na verdade, ele sabe de tudo. É que sua paciência é curta e ele se irrita facilmente. Não é o tipo de cara que se senta para ficar falando do passado. O lance dele nem é o hoje, é o amanhã.”

Mick Jagger e Keith Richards são mesmo como um velho casal, brigando, se insultando sempre, mas sem conseguir se separar. Richards alfinetou o colega na biografia Vida, disse que ele tinha pênis pequeno, mas Jagger nem se incomodou em retrucar. E a última palavra é sempre de Jagger. Ele é um homem de negócios durão e controlador. Já para Richards, se tiver uma garrafa e um violão, a vida já está feita.”