Conselhos de um Ídolo

Thais Azevedo Publicado em 10/12/2012, às 13h04 - Atualizado em 13/12/2012, às 15h09

METAL CONSCIENTE Zakk Wylde em show recente do Black Label Society, em São Paulo;
Thais Azevedo

Jeffrey Phillip Wielandt ganhou o primeiro violão aos 8 anos. Na adolescência, começou a tocar em bares de Nova Jersey, Estados Unidos, com a Stonehenge, banda que formou com colegas. Foi em uma dessas apresentações que um amigo do fotógrafo Mark Weiss – que faria um ensaio com Ozzy Osbourne naquela semana – ficou impressionado com o virtuosismo do jovem guitarrista e o abordou ao final do show, incentivando o garoto a tentar uma audição com Osbourne. Wielandt acabou sendo escolhido pelo vocalista do Black Sabbath para substituir as guitarras de Jake E. Lee em sua banda solo – e assim nasceu Zakk Wylde, guitarrista e compositor de grandes solos que marcaram a história do rock, como o do clássico “No More Tears”.

Wylde é hoje líder de seu próprio grupo, o Black Label Society, além de ter liderado um projeto de southern rock, o Pride and Glory. E, mesmo com uma agenda de shows completamente lotada e pouco tempo livre, ele não deixa de pensar sobre a importância da música na vida de crianças e adolescentes. “Fiquei muito interessado em ajudar o Instituto Rolling Stone, acho um projeto fantástico. Música é algo positivo em todos os aspectos”, afirma o guitarrista. “Ajuda a criar, a escrever e a usar sua imaginação. É algo sem limites. Cabe a nós introduzir as crianças ao universo da música e deixá-las seguir o caminho que acharem o melhor. Seja clássico, rock, jazz ou rap: música é excelente!”

Para surpresa de muita gente, ele próprio revela que o primeiro artista a despertar seu interesse pelo universo musical passava longe do rock pesado. “O que realmente mudou minha vida foi quando vi o Elton John tocando ‘Lucy in the Sky with Diamonds’ no programa de TV de Sonny & Cher. Eu tinha uns 7 anos e aquilo me arrepiou”, conta.

A admiração por Elton John o influenciou bastante no modo de compor – e o levou a ter aulas de piano na adolescência. “Eu não queria aprender ‘Mary Had a Little Lamb’ ou ficar estudando escalas. Só queria aprender a tocar Elton John. Então, sozinho, tirei de ouvido as músicas do mestre”, relembra. Hoje, Wylde reconhece a importância da teoria musical, algo em que os estudantes do Instituto Rolling Stone terão a chance de se aprofundar no futuro, depois de darem os primeiros passos na instituição. “Quando comecei a tocar guitarra profissionalmente, percebi que é possível pegar toda aquela teoria, escalas, notas e acordes, e transpor para qualquer outro instrumento. Tanto que eu uso bastante o piano para compor minhas músicas.”

Antes de se despedir, Wylde deixou uma mensagem aos alunos do Instituto: “Seja qual for a dificuldade, você tem que ir lá e resolver o problema. A vida é uma montanha gigantesca e você tem que decidir se vai atravessá-la por cima, por baixo, dando a volta ou se simplesmente vai destruí-la, mas você tem que chegar do outro lado. Pegue os seus objetivos e faça acontecer! Força. Determinação. Impiedade. Sempre! Continue persistente! Siga seus sonhos!”